PT projeta campanha de Haddad com mais autonomia em São Paulo

Segundo apuração de Pedro Venceslau, ao CNN 360º, dirigentes do partido afirmam não ter plano B e esperam que Lula convença o ministro da Fazenda, que já tem até marqueteiro cotado para a disputa eleitoral

Da CNN Brasil
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O Partido dos Trabalhadores (PT) projeta a campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo com maior autonomia, apesar das repetidas declarações do ministro da Fazenda afirmando que não deseja ser candidato. Expectativa dentro do partido é que basta o presidente Lula pedir "com jeitinho" para que Haddad aceite a missão política. A apuração é de Pedro Venceslau, ao CNN 360º.

"Três representantes da cúpula nacional do PT me disseram o mesmo: 'Não há plano B na disputa pelo governo de São Paulo'", apontou Venceslau.

Havia a possibilidade de Geraldo Alckmin concorrer ao cargo, enquanto Haddad poderia disputar uma vaga no Senado, mas o atual vice-presidente já indicou que prefere "carpinar um lote em Pindamonhangaba" a disputar o governo de São Paulo, devendo seguir como candidato a vice de Lula.

"A pressão sobre Haddad vem acontecendo de maneira cada vez mais ostensiva", afirmou o analista. O movimento começou com uma entrevista do ministro Camilo Santana ao jornal O Globo, seguida por declarações da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, na mesma linha, argumentando que a decisão deve ser do grupo político e não uma escolha pessoal. Camilo Santana chegou a afirmar que Haddad "não pode se dar ao luxo" de tomar uma decisão individual neste momento.

O PT já conta até com um marqueteiro para a campanha de Haddad. Otávio Antunes, que atualmente trabalha para o partido, é muito próximo ao ministro e está cotadíssimo para comandar a estratégia eleitoral em São Paulo.

Quanto à situação de Márcio França, ministro do Empreendedorismo do governo Lula e que se colocou como candidato pelo PSB após abrir mão da disputa em 2022 em nome da unidade da esquerda, a expectativa é que o presidente Lula o contemple com uma "turbinada" em seu ministério, possivelmente conectando-o ao ministério de Geraldo Alckmin, do Desenvolvimento Econômico, para que França permaneça no governo até o fim do mandato.

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