Zema diz que tratativas continuam e vice será definido após convenção
Pré-candidato pelo partido Novo afirmou que a principal baliza para a definição é que o nome seja de uma pessoa ficha limpa
Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (24) que irá definir o nome do vice de sua chapa após a convenção do partido Novo, agendada para a próxima segunda-feira (27).
Segundo o pré-candidato, a expectativa é de que o nome seja definido mais próximo à data limite definida pela Justiça Eleitoral, dia 5 de agosto.
"Meu nome vai ser formalizado no próximo dia 27, mas o vice vai ser definido mais adiante. Nós temos até a data limite, dia 5 de agosto. Temos vários partidos com as quais eu e o presidente Eduardo Ribeiro temos conversado que não tem candidato a presidência e que estamos avaliando", disse em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul.
Questionado sobre os critérios que orientam a designação, Zema respondeu que a prioridade é ter um nome "ficha limpa". "A baliza é a seguinte, ter um bom nome e tem de ser ficha limpa. Não vamos querer ninguém que amanhã vai nos causar problemas."
No entanto, também admitiu que fatores mais pragmáticos como o tempo de propaganda na TV e rádio que outros partidos podem agregar será considerado. "Lógico que um partido que tenha mais tempo de TV, de rádio, acaba agregando mais também", disse.
Como mostrou a CNN, Zema vinha manifestando a vontade de ter Geraldo Rufino, do Podemos, com quem mantém amizade, como vice. Rufino, porém, deverá ser candidato ao Senado por São Paulo. Aliados do ex-governador dizem que as conversas não foram dadas como encerradas, apesar da inclinação do Podemos em adotar a posição de neutralidade no primeiro turno das eleições presidenciais.
No último sábado (18), Zema afirmou que o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro seria "uma possibilidade" para compor sua chapa como vice, mas negou que tenha feito qualquer convite. Horas depois da primeira fala, Michelle recusou a possibilidade. "Essa proposta não pode sequer ser cogitada", publicou.
*Sob supervisão de Renata Souza


