É uma nova era que se abre, diz Felipe Loureiro sobre guerra na Ucrânia

Convidado do CNN Nosso Mundo, o coordenador do curso de Relações Internacionais da USP comentou as motivações e as consequências da invasão russa à Ucrânia

Raphael Buenoda CNN

Em São Paulo

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CNN Nosso Mundo desta sexta-feira (25) entrevistou Felipe Loureiro, coordenador do curso de Relações Internacionais da USP e do Observatório da Democracia no Mundo, para falar sobre as motivações e as consequências da invasão russa à Ucrânia.

Para Loureiro, as intenções do presidente russo, Vladimir Putin, com a invasão ao território ucraniano é a de estabelecer um governo aliado à Rússia na Ucrânia.

“O que o Putin quer, fundamentalmente, é fazer da Ucrânia uma Bielorrússia. Ter em Kiev um governo submisso à Rússia”, afirmou.

O nacionalismo ucraniano é forte o suficiente para uma resistência significativa contra a Rússia. A resistência pode acontecer, mas o custo humano pode ser significativo

Felipe Loureiro, coordenador do curso de Relações Internacionais da USP

Questão de identidade nacional

De acordo com o historiador, Putin acredita que o povo ucraniano é parte histórica do povo russo, e que, na realidade, a Ucrânia é parte da Rússia.

“Para Putin, não existe uma nação ucraniana, mas sim uma nação pan-russa, ou seja, para ele, a Ucrânia é Rússia.”

A posição do Brasil em relação ao conflito

Loureiro disse que as falas do presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua viagem à Rússia, a princípio, podem indicar o apoio do Brasil à Rússia.

“A Rússia não está sozinha, mas o Brasil, sendo uma democracia, tem um presidente que vai à Rússia e diz que é solidário a ela”, disse.

Segundo Loureiro, o Brasil pode sofrer as consequências disso, dependendo dos próximos passos que tomar. “As consequências podem ser sérias, dependendo de como Brasil vai se comportar.”

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