Museu Nacional reabre pela 1ª vez após 7 anos; veja como ficou
Exposição temporária marca retorno do espaço histórico quase sete anos após tragédia. Visitas gratuitas disponíveis até 31 de agosto
O Museu Nacional do Rio, um dos principais cartões-postais da história do Brasil, reabriu suas portas ao público nesta quarta-feira (2) para uma exposição temporária, quase sete anos após um devastador incêndio que destruiu grande parte de seu acervo.
A reabertura emociona visitantes como o professor de história Anselmo, um dos primeiros a entrar no museu renovado. "Emocionante retornar. Eu nem sei, eu entrei, hora uma grande alegria por estar recebendo de volta esse museu, o Museu Nacional, e hora aquela tristeza pelo que aconteceu", disse à CNN.
O incêndio de setembro de 2018 causou a perda de 80% do acervo e deixou marcas visíveis nas paredes do prédio histórico, que já abrigou a família imperial brasileira. Seu Jorge, comerciante da região, relembra o dia da tragédia: "A água do corpo de bombeiros acabou. E o que aconteceu? Eu tinha represado, porque eu tenho as canoas da Quinta da Boa Vista, fiz o represamento da água e o lago estava cheio, aonde o corpo de bombeiro pôde utilizar para facilitar e fazer toda a termina do incêndio".
Restauração em andamento
Atualmente, três ambientes do palácio, ainda em obras, estão temporariamente abertos aos visitantes. A reforma completa está prevista para terminar em 2027, com um custo estimado de 516 milhões de reais.
Entre os destaques da exposição está o reencontro com o meteorito Bendegó, com mais de cinco toneladas, que resistiu ao incêndio. A curadora explica: "Depois de incêndio a gente teve uma equipe do museu fazendo resgate da nossa coleção, nessa exposição a gente faz um pouco isso, a gente tem o meteorito de Bendegó que resistiu ao incêndio, a gente tem outras peças resgatadas também para o público poder ver o resultado de todo esse esforço que a gente teve junto à nossa coleção".
Novidades e esperança
Uma nova atração surpreende os visitantes: um esqueleto de Baleia Cachalote de mais de 15 metros, que parece flutuar sob a luz natural. Este novo morador do museu ainda aguarda um nome à altura de sua imponência.
A reabertura simboliza um renascimento para o Museu Nacional. Bela, uma jovem visitante que não era nascida quando o incêndio ocorreu, representa essa nova fase ao lado de sua família. Sua mãe comenta emocionada: "Como se fosse uma volta para casa, porque eu fui criada aqui dentro basicamente. Ver esse início, essa abertura do museu é uma coisa que emociona".
As visitas ao Museu Nacional são gratuitas e podem ser realizadas até 31 de agosto, durante esta exposição temporária. A reabertura marca um importante passo na recuperação deste patrimônio cultural brasileiro, oferecendo aos visitantes uma oportunidade de reconexão com a história e a ciência do país.


