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    Ceará sofre transfer ban da Fifa e está proibido de fazer contratações

    Punição foi registrada em 12 de março em documento oficial da federação internacional; clube tem recebido processos por causa de dívidas com jogadores

    João Paulo Silva, presidente do Ceará, tenta resolver dívidas do clube
    João Paulo Silva, presidente do Ceará, tenta resolver dívidas do clube Felipe Santos / Ceará

    Marcel Rizzoda Itatiaia

    O Ceará está proibido pela Fifa de registrar jogadores, o chamado transfer ban. A decisão é de 12 de março e vale para três janelas de transferências, segundo documento oficial da federação internacional.

    O clube tem sofrido diversos processos por dívidas trabalhistas. A Itatiaia questionou o Ceará sobre qual foi o processo que gerou a punição e ainda aguarda a resposta. A Fifa não divulgou detalhes do processo.

    A janela de transferências para o Brasil fechou em 7 de março, antes da punição ao Vozão, que pôde registrar normalmente os 14 jogadores que contratou para a temporada. O próximo período completo para negociações será de 10 de julho a 2 de setembro de 2024.

    Só que antes, a CBF, com autorização da Fifa, criou uma janela extraordinária, de 1º de abril a 19 de abril para transações nacionais. Há a necessidade de que o atleta tenha sido registrado em algum campeonato estadual. Com a lesão grave do goleiro Fernando Miguel, o Ceará observa esse mercado interno atrás de um jogador para essa posição, mas com essa punição não poderá contratar.

    Em casos assim, a liberação ocorre somente quando há um acordo com a parte que acionou a Fifa por causa da dívida. Ou se o clube recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte, na Suíça, e conseguir um efeito suspensivo até o caso ser julgado. Foi o cenário, por exemplo, do Fortaleza com a dívida que o chileno Colo Colo alega existir por causa da saída do atacante Lucero.

    Sem acordo, o Ceará ficaria proibido de contratar nas janelas de 10 de julho a 2 de setembro de 2024, na do primeiro semestre de 2025 e na do segundo semestre do ano que vem. O período de exceção aberto pela CBF em abril de 2024 não entraria na contagem das janelas de punição.

    Recentemente, o atacante Chrystian Barletta conseguiu judicialmente deixar o clube, por causa de dívidas trabalhistas. Hoje ele atua no Sport. Pelo menos outros quatro jogadores acionaram judicialmente o Vozão, além do Floresta, clube da elite cearense e que cobra valor da venda do zagueiro Marcos Victor ao Bahia.

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    Este conteúdo foi criado originalmente em Itatiaia.

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