Maurício Pestana: 'Floyd será o símbolo de uma era'

Segundo o CEO do Fórum Brasil Diverso, polícia americana deveria proteger e garantir os direitos de todos os indivíduos, e não reprimir

Da CNN
09 de junho de 2020 às 21:48 | Atualizado 09 de junho de 2020 às 22:12

O funeral de George Floyd que aconteceu nesta terça-feira (9) em Houston, nos Estados Unidos, foi marcado por pedidos de justiça e críticas ao racismo e à violência policial. A cerimônia, que foi custeada pelo ex-boxeador Floyd Mayweather, teve manifestações de autoridades como o ex-vice-presidente Joe Biden, candidato presidencial do Partido Democrata nas eleições de novembro deste ano. 

Em entrevista à CNN na noite desta terça-feira, Maurício Pestana, CEO do Fórum Brasil Diverso, disse que acredita que a morte de Floyd trará mudanças não só nos EUA, mas em todo o mundo.

“Não tenho dúvidas de que ele simplesmente será o símbolo de uma era, de um basta dessa cultura de violência”, afirmou.

Segundo ele, a polícia americana deveria usar seu lema, que é proteger e garantir os direitos de todos os indivíduos. E não reprimir.

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A morte de Floyd, homem negro de 46 anos que foi asfixiado e morto por um policial branco em Minneapolis, desencadeou uma série de protestos contra o racismo e a violência policial em diversas cidades dentro e fora dos EUA.

Homenagens a Floyd

Sylvester Turner, prefeito de Houston, cidade onde Floyd cresceu, afirmou que pretende assinar o mais rápido possível um decreto para "banir chaves de braço e estrangulamentos" do protocolo de ação policial na cidade. Turner decretou ainda que 9 de junho será o “Dia George Perry Floyd” na cidade.

Em vídeo enviado para a cerimônia desta terça, Biden afirmou que o país não pode "virar as costas novamente para o racismo que agulha nossas almas". Segundo o democrata, a justiça por Floyd será o início do caminho para a justiça social nos Estados Unidos

O deputado democrata Al Green afirmou que o "crime" de Floyd foi ter nascido negro. Ele convocou o governo americano a criar um departamento de reconciliação.

"Nós sobrevivemos à segregação, mas não nos reconciliamos", afirmou o congressista.

(Edição: André Rigue)