COP30

À CNN Brasil, Amanpour diz que crise climática é "ameaça existencial"

Âncora Gustavo Uribe entrevistou a jornalista no Rio de Janeiro

Da CNN Brasil
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A âncora da CNN Internacional, Christiane Amanpour, esteve no Brasil para acompanhar os eventos sobre clima e meio ambiente no Rio de Janeiro, que acontecem antes do início da COP30.

Em conversa com o âncora da CNN Brasil, Gustavo Uribe, a jornalista disse que acompanha pautas climáticas de perto, e afirmou que fez questão de vir ao país.

“Tenho muito, muito interesse em questões climáticas. Tentamos abordá-las o máximo possível em nosso programa. Como você sabe, Gustavo, é uma ameaça existencial, mas não parece ser tratada como tal. Todos nós falamos bem sobre o assunto. Todos nós prometemos, nos reunimos anualmente para discutir o tema. [...] O Brasil está muito comprometido agora”, declarou Amanpour.

A âncora afirmou que os Estados Unido vivem um momento de falta de políticas sobre proteção ambiental sob o governo do presidente Donald Trump.

“Estamos em um ano em que, com a chegada do governo Trump, a política oficial, certamente nos Estados Unidos, é a de revogar proteções ambientais, seja por meio das agências reguladoras ambientais ou da política de mudanças climáticas”, analisou.

Amanpour também afirmou que concorda com a conduta do presidente Lula em relação ao meio-ambiente. “Acho que ele pratica o que prega. Ele diz que este é um momento decisivo em que precisamos levar isso muito a sério”, informou.

A jornalista também entrevistou o príncipe William, que estava no Rio de Janeiro para entregar o prêmio EarthShot, antes de ir para Belém, onde participará da cúpula.

Questionado por ela sobre a escolha do país para a premiação, o herdeiro da coroa britânia respondeu: “O Brasil é incrível, a beleza natural, o charme, as pessoas. A liderança ambiental do Brasil é incrível. Na América Latina, não teria um lugar melhor para o EarthShot estar acontecendo”, afirmou ele.

Amanpour também comentou sobre as tarifas impostas por Trump ao Brasil, afirmando que a medida não se trata somente de comércio.

“Tem a ver com o que Trump quer, com o que ele está pensando, com a política que ele está tentando implementar”, analisou.