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    Agência de ajuda da ONU investiga funcionários suspeitos de participação em ataques contra Israel

    Agentes estariam envolvidos em ação do Hamas no dia 7 de outubro que gerou a guerra em Gaza

    Caminhão da UNRWA na fronteira de Rafah entre Egito e Gaza 30/11/2023 REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
    Caminhão da UNRWA na fronteira de Rafah entre Egito e Gaza 30/11/2023 REUTERS/Mohamed Abd El Ghany REUTERS

    Reuters

    A agência das Nações Unidas de assistência aos palestinos (UNRWA) disse na sexta-feira que abriu uma investigação sobre funcionários suspeitos de envolvimento nos ataques de 7 de outubro em Israel pelo Hamas e que cortou os laços com esses funcionários.

    “As autoridades israelenses forneceram à UNRWA informações sobre o suposto envolvimento de vários funcionários da UNRWA nos terríveis ataques a Israel em 7 de outubro”, disse Philippe Lazzarini, comissário-geral da UNRWA.

    “Para proteger a capacidade da agência de prestar assistência humanitária, tomei a decisão de rescindir imediatamente os contratos desses funcionários e iniciar uma investigação para estabelecer a verdade sem demora.”

    A UNRWA, criada em 1949 após a primeira guerra árabe-israelense, oferece serviços que incluem educação, cuidados primários de saúde e ajuda humanitária aos palestinos em Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Síria e Líbano.

    A UNRWA tem fornecido ajuda e usado suas instalações para abrigar pessoas que fugiram de bombardeios e de uma ofensiva terrestre lançada por Israel em Gaza após os ataques de 7 de outubro, nos quais, segundo Israel, 1.200 pessoas morreram e 253 pessoas foram feitas reféns.

    “Essas alegações chocantes ocorrem no momento em que mais de 2 milhões de pessoas em Gaza dependem da assistência vital que a agência vem fornecendo desde o início da guerra”, disse Lazzarini.

    A ofensiva de Israel devastou grande parte da Faixa de Gaza, densamente povoada, e matou mais de 25.000 palestinos.

    A UNRWA, cujos maiores doadores em 2022 foram Estados Unidos, Alemanha, União Europeia e Suécia, afirmou várias vezes que sua capacidade de prestar assistência humanitária à população de Gaza está à beira do colapso.

    (Reportagem de Gabrielle Tétrault-Farber)