Análise: Uso de armas nucleares na guerra seria um mecanismo extremo

Segundo Fernanda Magnotta, ameaçar utilizar armas nucleares quebraria um tabu internacional

Da CNN Brasil
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A Casa Branca tentou minimizar nesta terça-feira (7) as especulações de que o governo Trump poderia usar uma arma nuclear contra o Irã. A discussão sobre o possível uso de armamento nuclear ganhou destaque após recentes declarações de Trump e do vice-presidente JD Vance gerando preocupação internacional.

"Quando a gente vê um líder da maior potência do mundo expandindo o horizonte e permitindo que as pessoas passem a considerar a quebra do tabu nuclear, a gente está abrindo um precedente global bastante perigoso", afirmou a analista de internacional Fernanda Magnotta, durante o CNN 360º desta terça-feira (7).

A especialista explicou que existe um conceito conhecido como "tabu nuclear", surgido por volta dos anos 1940, que estabelece uma norma internacional contra o uso dessas armas. "Usar arma nuclear seria um mecanismo militarmente extremo. Falar em tabu nuclear é falar também sobre as armas nucleares como sendo de alguma maneira politicamente ilegítimas", destacou.

Dilema estratégico

Trump se encontra em uma situação delicada após suas recentes ameaças ao Irã. Segundo Magnotta, o presidente americano enfrenta um dilema clássico: "Ele de um lado não pode parecer fraco, porque afinal de contas toda a construção desse conflito foi justamente para projetar poder. Do outro lado, ele tem que administrar o risco de guerra fora de controle".

A analista observa que, apesar da superioridade militar, os Estados Unidos estão em posição de desvantagem na negociação. "Os iranianos conseguiram criar não só a pressão econômica com o Ormuz, como também essa condição desfavorável domesticamente para o presidente Trump em um ano de eleições", explicou Magnotta, lembrando as eleições de meio de mandato em novembro.

O que poderia fazer Trump recuar não seriam pressões de aliados regionais como a Arábia Saudita, mas sim a pressão doméstica e os efeitos econômicos. Magnotta destaca que mesmo figuras tradicionalmente alinhadas ao trumpismo têm recuado após as declarações mais extremas.

A republicana Marjorie Taylor Greene e a comentarista política Candace Owens chegaram a sugerir a invocação da 25ª emenda da Constituição Americana, que permite o afastamento do presidente em caso de incapacidade.

Magnotta aponta qual o cenário mais provável para a escalada da crise: "Minha hipótese é que o presidente Trump muito provavelmente vai se ater aos ganhos militares já conquistados e vai dizer que era isso que a Operação Fúria Épica almejava".

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