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    Arma antissatélite russa pode ter criado campo de destroços no espaço, dizem EUA

    Tripulação a bordo da Estação Espacial Internacional teve que se abrigar nas espaçonaves caso o local fosse atingido por algum destroço

    A estação espacial está sob risco de impacto de objetos muito pequenos para serem rastreados enquanto orbita a Terra a 220 milhas náuticas (cerca de 354 km) de distância
    A estação espacial está sob risco de impacto de objetos muito pequenos para serem rastreados enquanto orbita a Terra a 220 milhas náuticas (cerca de 354 km) de distância NASA

    Kylie AtwoodJim SciuttoKristin Fisherda CNN*

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    Os Estados Unidos estão preocupados com o fato da Rússia ter realizado um grande teste de armas antissatélite no último fim de semana, disseram duas autoridades americanas à CNN Internacional. Um dos funcionários disse que pode ter criado um campo de destroços potencialmente perigoso no espaço.

    O Comando Espacial dos EUA confirmou que um “evento gerador de destroços” raro e potencialmente perigoso ocorreu, mas não forneceu detalhes ou mencionou a Rússia. As duas autoridades disseram que o Departamento de Estado está se preparando para divulgar um comunicado ainda hoje.

    Um dos oficiais disse que um míssil terrestre foi lançado em um alvo em órbita, o que seria notável porque apenas alguns testes bem-sucedidos de armas antissatélite foram realizados pelos EUA, Rússia, China e Índia.

    “Estamos trabalhando ativamente para caracterizar o campo de destroços e continuaremos garantindo que todas as nações que fazem viagens espaciais tenham as informações necessárias para manobrar os satélites caso sejam impactados”, disse um porta-voz do Comando Espacial. “Também estamos trabalhando com a agência interinstitucional, incluindo o Departamento de Estado e a NASA, em relação a esses relatórios e forneceremos uma atualização em um futuro próximo.”

    Existem atualmente sete astronautas na estação espacial, incluindo o astronauta da NASA Mark Vande Hei, os cosmonautas russos Anton Shkaplerov e Pyotr Dubrov, bem como a recém-chegada equipe da missão Tripulação 3, os astronautas da NASA Raja Chari, Thomas Marshburn, Kayla Barron e o astronauta da Agência Espacial Europeia Matthias Maurer.

    Na manhã desta segunda-feira (15), Shkaplerov escreveu em uma rede social que estava “tudo bem”. “Amigos, tudo está normal conosco! Continuamos a trabalhar de acordo com o programa”, escreveu.

    A estação espacial está sob risco de impacto de objetos muito pequenos para serem rastreados enquanto orbita a Terra a 220 milhas náuticas (cerca de 354 km) de distância. Esses minúsculos objetos podem ser pedaços de rocha, micrometeoritos, partículas de poeira ou mesmo manchas de tinta que lascam dos satélites.

    Estação espacial

    O incidente ocorre em um momento de aumento das tensões entre os EUA e a Rússia. Autoridades americanas deram publicamente o alarme sobre o aumento de tropas russas perto de sua fronteira com a Ucrânia e, nesta segunda-feira (15), Polônia, Lituânia e Letônia disseram que estão considerando acionar o Artigo 4 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre a crise de imigrantes que se desenrola em suas fronteiras com a Bielo-Rússia.

    Nesta segunda-feira (15), a tripulação a bordo da Estação Espacial Internacional teve que vestir rapidamente seus trajes espaciais e pular para dentro de suas espaçonaves caso a estação fosse atingida por algum destroço que passasse, de acordo com a agência espacial russa, Roscosmos. Ainda não está claro se esse destroço em particular foi gerado pelo teste de armas antissatélite russo.

    A NASA e o Departamento de Estado não responderam imediatamente a um pedido de comentário feito pela CNN Internacional.

    Ashley Strickland, Oren Liebermann e Jennifer Hansler, da CNN, contribuíram com a reportagem.

    (*Esse texto foi traduzido. Clique aqui para ler o original em inglês)

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