Bachelet defende direitos das mulheres em candidatura à presidência da ONU
Ex-presidente do Chile é acusada de "priorizar agenda extrema de aborto" por parlamentares dos Estados Unidos, que a rejeitam na liderança na organização

A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, enfatizou seu apoio aos direitos das mulheres em sua candidatura à presidência das Nações Unidas nesta terça-feira (21), apesar dos apelos para que os Estados Unidos vetem sua candidatura devido ao seu apoio ao aborto.
Michelle, 74 anos, faz parte do grupo de quatro candidatos que disputam a presidência da conturbada organização global a partir do próximo ano.
A ex-presidente disse aos repórteres que leu uma carta de mais de 24 de parlamentares republicanos dos EUA a acusando de ter "priorizado uma agenda extrema de aborto" e pedindo que Washington vetasse sua candidatura.
"Sempre estarei ao lado das mulheres", falou a duas vezes presidente do Chile e ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, acrescentando que, como secretária-geral, seu trabalho seria garantir que as agendas da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre os direitos das mulheres fossem implementadas.
"Precisamos continuar avançando nos direitos das mulheres", declarou ela após uma audiência ao vivo de três horas sobre sua candidatura.
O enviado dos Estados Unidos à ONU, Mike Waltz, pareceu atacar sua candidatura este mês ao dizer que compartilhava as preocupações sobre sua adequação.
Michelle Bachelet concorre com o argentino Rafael Grossi, a costarriquenha Rebeca Grynspan e o senegalês Macky Sall para um mandato de cinco anos à frente da ONU, e pode ser prorrogado por mais cinco.
Embora esses sejam os únicos candidatos declarados até o momento, outros podem entrar na disputa nos próximos meses.


