Boris Johnson rejeita discussão sobre renúncia antes de eleições

Primeiro-ministro do Reino Unido classificou como "loucura" a sugestão de que ele pode deixar o cargo se perder dois assentos parlamentares

Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, durante reunião de gabinete na residência oficial de Downing Street, em Londres
Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, durante reunião de gabinete na residência oficial de Downing Street, em Londres 21/06/2022 Carl Court/Pool via REUTERS

Andrew MacAskillda Reuters

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O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, classificou como “loucura” a sugestão de que ele pode renunciar ao cargo se perder dois assentos parlamentares nas eleições.

As votações serão a primeira chance de os eleitores darem seu veredicto sobre Johnson desde que um relatório do governo no mês passado detalhou uma série de festas que violaram lockdown da Covid-19 em sua residência e gabinete oficiais em Downing Street, em Londres.

No início deste mês, ele sobreviveu a um voto de desconfiança de parlamentares de seu Partido Conservador, mas seu cargo de primeiro-ministro continua atolado em escândalos e Johnson está sob investigação de um comitê acusado de enganar o Parlamento.

Mas Johnson, falando a repórteres a caminho de Ruanda para uma reunião da Commonwealth, rejeitou qualquer sugestão de que ele poderia ser forçado a sair caso os candidatos conservadores sejam derrotados nas duas eleições.

“Você é louco?”, reagiu ele quando perguntado se renunciaria se perdesse os dois assentos.

“Os partidos governantes geralmente não ganham eleições suplementares, particularmente não no meio do mandato. Você sabe, estou muito esperançoso, mas você sabe.”

Os dois assentos, um no norte da Inglaterra e outro no sul, irão a votação depois que os parlamentares conservadores que os ocupavam renunciaram — um por assistir pornografia no Parlamento e o outro depois que foi considerado culpado de abusar sexualmente de um adolescente.

Se os conservadores perderem uma ou ambas as eleições, é provável que isso leve a novas questões sobre a liderança de Johnson, apesar de ele ter sobrevivido ao voto de desconfiança.

 

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