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    Brasileiros na Flórida relatam tensão com chegada do furacão Idalia

    Furacão Idalia atinge a região da Flórida. Ventos ultrapassam 200 km/h e milhões de pessoas estão em estado de alerta

    Rafael SaldanhaManoela Carluccida CNN*

    O furacão Idalia tocou o solo da Flórida, costa leste dos Estados Unidos na manhã desta quarta (30). O furacão chegou antes do previsto e mais forte do que era esperado, com ventos que ultrapassam 200km/h e forte potencial de destruição.

    Brasileiros que moram na região atingida relatam a tensão com a chegada do furacão. A estudante de economia Ana Paula Schlitler conta que as compras de produtos essenciais como água foram limitadas em um supermercado em Tampa, cidade onde mora.

    “A água é uma coisa que geralmente as pessoas compram muito porque corre o risco de cortar ou ela começar a vir suja. Então todo mundo quer ter certeza que tem água, não só para beber, mas também para tomar banho e escovar os dentes porque pode ser que corte por dias”, afirma a estudante que montou um estoque com alimentos não perecíveis.

    No prédio onde mora, algumas medidas foram tomadas também na área da piscina. Todas as cadeiras e mesas que ocupam o entorno da área de lazer foram colocadas dentro da água para não voarem com a chegada dos tornados. A piscina precisa ser um pouco esvaziada para não transbordar com os fortes ventos.

    Precauções

    Daniela Sodré, fonoaudióloga que reside na Flórida há 27 anos, conta que hoje se sente mais preparada para a chegada do furacão, pois enfrentou a situação inúmeras vezes ao longo de quase três décadas vivendo no estado americano. De acordo com a fonoaudióloga, o maior problema onde mora é a enchente, já que sua casa fica situada na beira de um lago.

    Ela diz que abasteceu o carro e sacou dinheiro, pois no ano passado não conseguia fazer compras durante o furação Ian por falta de eletricidade.

    “Eu não pensei que as maquininhas não funcionariam, isso nem passou pela minha cabeça e quando eu fui tirar dinheiro, já não tinha mais dinheiro nas máquinas porque várias pessoas já tinham pensado nisso antes que eu”.

    A brasileira optou por instalar placas de metal nas janelas, para protegê-las de possíveis objetos que possam voar e bater nos vidros.

    Segundo ela, todas as escolas públicas tiveram as aulas suspensas até quinta-feira (31). Os espaços escolares costumam servir de abrigo para pessoas que estão em situação de vulnerabilidade, com necessidades médicas e aqueles que moram em casas que não têm estrutura forte o suficiente para resistir a tempestades.

    Daniel Dourado, um corretor de imóveis que mora em Orlando, diz estar preparado para o furacão. Em 2017, quando chegou aos EUA, não sabia como lidar com o furacão Irma. Ele tentou se distanciar da tempestade e ficou sem gasolina no meio do caminho. Na época, só foi perceber a gravidade da situação quando viu duas pessoas brigando por um botijão de gás num supermercado.

    Para o Idalia, Daniel afirma que os moradores de Orlando, que fica mais para o leste do estado da Flórida, não estão tão preocupados quanto quem mora na parte oeste, mas que é uma situação apreensiva.

    “Dá para perceber que o clima muda nas ruas e nos supermercados. As pessoas ficam mais nervosas no trânsito e no trabalho porque é um momento imprevisível”, relata o brasileiro.

    Colocar as mobílias externas para dentro da residência e checar se o seguro da casa está válido e correto são medidas importantes, principalmente para o pós-furacão.

    “Os móveis que ficarem para fora da casa podem voar com os fortes ventos e danificar a casa de alguém ou a própria residência da pessoa. Além disso, a parte chata aqui em Orlando é que podemos ficar sem energia elétrica, sem internet e com as ruas alagadas”, completa.

    VÍDEO: Furacão Idalia: Mais de 110 mil pessoas estão sem energia elétrica

    *sob supervisão de Elis Franco