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    “Celebramos a democracia sempre”, diz ministra da Saúde da Argentina ao assinar acordo com o Brasil

    Carla Vizzotti, ressaltou, nesta sexta-feira (17), a colaboração entre Brasil e Argentina durante a assinatura de um acordo para transferência de tecnologia de vacina de febre-amarela

    Ministra da Saúde da Argentina, Carla Vizzotti
    Ministra da Saúde da Argentina, Carla Vizzotti Foto: Divulgação/Ministerio de Salud de Argentina (28.ago.20)

    Gabriela Pradoda CNN

    em Brasília

    A Ministra da Saúde da Argentina, Carla Vizzotti, ressaltou, nesta sexta-feira (17), a colaboração entre Brasil e Argentina durante a assinatura de um acordo para transferência de tecnologia de vacina de febre-amarela.

    Ao ser questionada pela CNN sobre a possibilidade de o acordo não ser cumprido em caso da eleição de Javier Milei, a ministra não se referiu diretamente a nenhum candidato, mas afirmou que o país vizinho “celebra a democracia” e a possibilidade de o povo participar das eleições.

    Milei chegou a prometer que iria privatizar a saúde e educação argentinas, mas voltou atrás do compromisso no último dia de campanha.

    “Celebrar democracia e que o povo possa participar das eleições com muita expectativa e sempre trabalhando para que a saúde seja um direito, para que seja integral, trabalhando de forma federal e com as conexões de forma regional com Mercosul, visto como uma grande oportunidade de colaboração como temos trabalhado e como vimos nesses acordos, assim celebramos a democracia sempre”, comentou a ministra.

    A Argentina terá, neste domingo (19), o segundo turno da disputa presidencial entre o candidato à presidência autodenominado “anarcocapitalista”, Javier Milei, e o peronista e ministro da Economia, Sergio Massa. Em entrevistas e debates, Milei faz constantes críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Durante a reunião do Mercosul Saúde, na sede do Itamaraty, em Brasília, os ministérios da Saúde de Brasil e Argentina assinaram um termo para transferência de tecnologia da vacina de febre-amarela.

    Pelo acordo, a brasileira Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) vai capacitar a Administração Nacional de Laboratórios e Institutos de Saúde Dr. Carlos Malbrán para produzir e fornecer o imunizante da febre-amarela.

    O processo começa imediatamente, mas a conclusão deve levar entre sete a dez anos para a conclusão. Além da assinatura do acordo com a Argentina, a reunião do Mercosul Saúde marcou a passagem da presidência pro tempore do Brasil para o Paraguai.

    *Com colaboração de Leonardo Ribbeiro, da CNN