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    Charles III teve a sorte de chegar ao trono amadurecido, afirma especialista

    Segundo o embaixador Marcos Azambuja, o novo rei possui uma "simpatia natural" com o Brasil

    Marcos Azambuja, embaixador e Conselheiro Emérito do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI)
    Marcos Azambuja, embaixador e Conselheiro Emérito do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) Reprodução/CNN

    Isabella GalvãoJoão Pedro Malarda CNN

    em São Paulo

    O rei Charles III teve “sorte” de chegar ao trono do Reino Unido com uma idade mais avançada, com tempo para amadurecer, na avaliação do embaixador e conselheiro emérito do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) Marcos Azambuja.

    “Charles parece amadurecido, o tempo foi seu aliado, aprendeu muito, e parece que vai governar, eu espero, com sabedoria e passar a Coroa para os seus sucessores”, afirmou Azambuja em entrevista à CNN neste domingo (11).

    “O Charles teve a sorte de chegar ao trono amadurecido. Um dos serviços que a rainha prestou foi durar o bastante para que o seu sucessor amadurecesse, para que turbulências emocionais, aventuras, ficassem no passado, que a rigor é um passado irrelevante”, avaliou.

    Segundo o embaixador, o rei possui uma “simpatia natural” com o Brasil, e “se sente bem entre nós, e tem na causa ambiental algo que o apaixona, como a nós brasileiros, e é importante ele não presumir que a defesa do meio ambiente interessa mais aos estrangeiros que a nós”.

    “O meio ambiente é nosso, quem cuida deles somos nós. Acho que será um terreno não de divergência, mas de afinidades crescentes. É claro que o momento não é o mais favorável, mas será superado”, reforçou o embaixador.

    Para ele, há a “possibilidade de criar um vínculo de amizade, boa relação. A relação anglo-brasileira é descendente da relação entre Portugal e Inglaterra, uma velha amizade que herdamos e conservamos bem”.