Chefe do exército sudanês ordena dissolução do grupo paramilitar RSF
Informações são do Ministério das Relações Exteriores do Sudão; desde sábado, grupos armados desafiam as forças armadas oficiais e os confrontos já deixaram quase 100 mortos
O Ministério das Relações Exteriores do Sudão afirmou, nesta segunda-feira (17), que o chefe do exército do país, general Abdel Fattah al-Burhan, ordenou a dissolução das poderosas Forças de Apoio Rápido paramilitares e as classificou como um grupo rebelde.
A ordem segue uma luta de poder que matou pelo menos 97 civis desde o último sábado (15), quando os combates entre os rivais eclodiram em todo o país.
Na prática, os combates são resultado de uma queda de braço entre o líder do RSF, Mohamed Hamdan Dagalo, também conhecido como Hemedti, e al-Burhan, pelo controle das forças militares após o país concluir sua transição para um governo civil democrático.
Nesta segunda, o líder do RSF, disse que vai perseguir o chefe das forças armadas "e levá-lo à justiça". “Estamos lutando contra os islâmicos radicais que esperam manter o Sudão isolado e no escuro, e longe da democracia”, afirmou.
A luta pelo poder aumenta o risco de o Sudão cair em uma guerra civil quatro anos depois que o autocrata Omar al-Bashir foi derrubado em um levante, além de prejudicar os esforços apoiados internacionalmente para iniciar uma transição civil que deveria ter sido assinada anteriormente este mês.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que um cessar-fogo imediato é necessário, afirmando que essa visão é compartilhada pela comunidade internacional.
“Há uma profunda preocupação compartilhada sobre os combates e a violência que estão acontecendo no Sudão — a ameaça que isso representa para os civis, que representa para a nação sudanesa e potencialmente representa até mesmo para a região”, disse Blinken à margem de reunião de ministros das Relações Exteriores do G7 no Japão.
Ele também pediu ao chefe do Exército sudanês e ao líder do RSF que garantam a proteção dos civis.
(Publicado por Fábio Mendes, com informações da CNN e Reuters)


