China diz que preocupação do G7 com escolha de líder de Hong Kong é interferência

Porta-voz criticou países que "usam o tom de um professor de democracia" para tratar de assuntos chineses

Bandeiras da China e de Hong Kong
Bandeiras da China e de Hong Kong 12/12/2021REUTERS/Tyrone Siu

Reuters

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O Ministério das Relações Exteriores da China disse nesta terça-feira (10) que a expressão de preocupação do Grupo dos Sete sobre o processo de seleção do novo presidente-executivo de Hong Kong foi uma “interferência” nos assuntos internos da China.

Certos países optaram por desconsiderar as melhorias na democracia de Hong Kong, disse Zhao Lijian, porta-voz do ministério, em uma coletiva de imprensa.

O G7 disse na segunda-feira (9) que o processo de seleção de um novo chefe executivo em Hong Kong foi uma fonte de grande preocupação e ressaltou preocupações mais amplas sobre as liberdades fundamentais na antiga colônia britânica.

“Certos países e instituições ocidentais conspiraram para difamar maliciosamente a eleição do chefe executivo em Hong Kong, uma interferência irresponsável nos assuntos internos da China, à qual a China se opõe resolutamente e condena fortemente”, disse Zhao Lijian.

Zhao disse que tais países decidiram desconsiderar as melhorias na democracia de Hong Kong.

Ele também criticou os países que “usam o tom de um professor de democracia para dar palestras sobre as eleições democráticas na Hong Kong da China”, acrescentando que “os países e instituições relevantes devem respeitar a soberania da China”.

O G7 inclui França, Alemanha, Canadá, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

O líder iminente de Hong Kong, John Lee, foi endossado para o cargo principal da cidade no domingo por um comitê lotado de apoiadores pró-Pequim, já que o centro financeiro tenta se relançar após vários anos de convulsões políticas.

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