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    Continuação de exercícios militares da Rússia é um mau sinal, diz historiador

    Fim dos treinamentos das tropas da Rússia e de Belarus estavam previstos para este domingo (20)

    Douglas PortoDuda Cambraiada CNN

    em São Paulo

    O historiador e especialista em Rússia Angelo Segrillo declarou, neste domingo (20), em entrevista à CNN, que a continuação dos exercícios militares pelos russos é um mau sinal.

    O ministro da Defesa de Belarus, Viktor Khrenin, disse que junto da Rússia iriam continuar com os testes de prontidão militar após a conclusão de exercícios militares conjuntos. O fim dos treinamentos estavam previstos para este domingo.

    “De ontem para hoje veio uma notícia muito ruim, a Rússia está fazendo exercícios militares com Belarus ao Norte da Ucrânia, que nesse momento está cercada ao sul, leste e norte. Esses exercícios militares deveriam terminar hoje, e eles já afirmaram que vão continuar, isso é muito mau sinal”, explicou Segrillo.

    “Se a Rússia realmente desmobilizasse as tropas de Belarus, como tinha dito, a partir de amanhã, seria um sinal de que haveria uma possibilidade de que eles não invadiram. Porque não iriam perder essa vantagem tática imensa que tem nesse momento”, continuou.

    Até o momento, mais de 150 mil soldados russos cercam a Ucrânia por três lados da fronteira: na própria Rússia, na Moldávia e em Belarus.

    Posições militares com base em relatos de 11 de fevereiro de 2022, extensão da área controlada pelos separatistas com apoio da Rússia em 24 de janeiro de 2022. / CNN

    Segundo a Defesa bielorrussa, com “o aumento da atividade militar perto das fronteiras de Rússia e Belarus e o agravamento da situação em Donbas, os presidentes de Belarus e da Rússia decidiram continuar checando as forças de resposta.”

    Vladimir Putin, presidente da Rússia, acompanhou no último sábado (19), o início de exercícios nucleares estratégicos envolvendo lançamentos de mísseis balísticos, segundo informações da agência de notícias RIA. Ele estava acompanhado pelo aliado, Alexander Lukashenko, presidente bielorrusso.

    (*Com informações da CNN Internacional e da Reuters)