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    Boris Johnson abre COP26 e compara crise climática a bomba relógio

    Primeiro-ministro do Reino Unido abriu os trabalhos nesta segunda; ele pediu que negociações sejam feitas com 'criatividade, imaginação e boa vontade'

    Aditi SangalAmy CassidyEliza Mackintoshda CNN

    em Glasgow

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    Líderes mundiais já estão reunidos em Glasgow, na Escócia, nesta segunda-feira (1º) para o evento de abertura da COP26, a 26ª Conferência das Nações Unidas para a Mudança do Clima. O primeiro a discursar foi premiê britânico, Boris Johnson, anfitrião do evento. Ele comparou a crise climática com uma bomba relógio que precisa ser desarmada.

    Ao mencionar as mudanças climáticas, Johnson lembrou do fictício agente secreto britânico, James Bond, ao pedir aos líderes globais ações concretas pelo clima. Ele fez uma analogia sobre “desarmar uma bomba relógio”, que é a crise climática que o mundo enfrenta.

    “Podemos não nos sentirmos muito como James Bond, nem todos nos parecemos com James Bond, mas temos a oportunidade e o dever de fazer desta cúpula o momento em que a humanidade finalmente começou a desarmar esta bomba”, disse.

    Johnson ainda evocou a jovem ativista Greta Thunberg em seu discurso afirmando que se os líderes mundiais não levarem a sério suas ações contra a mudança climática, as promessas de zerar emissões serão “nada além de blá, blá, blá”.

    “A raiva e a impaciência do mundo não serão possíveis de controlar, a menos que façamos desta COP26, em Glasgow, o momento em que caímos na real sobre a mudança climática”, disse.

    Recentemente, Thunberg fez um discurso na conferência Youth for Climate, no qual zombou de Johnson, bem como do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e do líder francês, Emmanuel Macron, sugerindo que suas conversas sobre o clima equivaliam a “blá, blá, blá”.

    “Se não levarmos a sério a mudança climática hoje, será tarde demais para nossos filhos o fazerem amanhã”, disse Johnson aos líderes reunidos em Glasgow. “Temos que passar de conversa, debate e discussão para ação”, completou.

    Após a fala de Johnson, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse aos líderes mundiais que “estamos cavando nossa própria cova” e que o mundo deve tomar medidas imediatas.

    Guterres também pediu “ambição máxima” dos líderes mundiais para que os compromissos estabelecidos na cúpula sejam cumpridos. “Precisamos de ambição máxima de todos os países em todas as frentes para fazer de Glasgow um sucesso.”

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