“Estamos cavando nossa própria cova”, diz secretário-geral da ONU na COP26

António Guterres pediu “ambição máxima” dos líderes mundiais para que os compromissos estabelecidos na cúpula sejam cumpridos

Amy Cassidyda CNN

em Glasgow

Ouvir notícia

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, foi o segundo a discursar na abertura da COP26, a 26ª Conferência das Nações Unidas para a Mudança do Clima, nesta segunda-feira (1º). Guterres afirmou aos líderes mundiais que “estamos cavando nossa própria cova” e que o mundo deve tomar medidas imediatas contra as mudanças climáticas.

Segundo ele, o “nosso vício em combustíveis fósseis” está levando a humanidade ao limite. Guterres também destacou o que pode ser feito para manter viva a meta de 1,5 graus Celsius.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, abriu o evento nesta segunda. Ele comparou a crise climática a uma “bomba relógio” que precisa ser desarmada e cobrou ações concretas dos líderes mundiais.

À medida que os países parecem progridem nestas ações, Guterres disse que o setor privado deve contribuir para isso também.

“Vou estabelecer um grupo de especialistas para propor padrões claros para medir e analisar os compromissos de líquido zero de atores não-estatais”, que irão além dos mecanismos já estabelecidos no Acordo de Paris, disse.

“Enfrentamos uma escolha difícil: ou paramos [de emitir gases do efeito estufa] ou isso nos impedirá”, disse ele.

O chefe da ONU, António Guterres, discursou na abertura da COP26 nesta segunda-feira (1º)
O chefe da ONU, António Guterres, discursou na abertura da COP26 nesta segunda-feira (1º) / Foto: COP26

“É hora de dizer ‘chega’. Chega de brutalizar a biodiversidade. Chega de nos matarmos com carbono. Chega de tratar a natureza como um banheiro. Chega de queimar, perfurar e minerar cada vez mais fundo. Estamos cavando nossas próprias covas”, disse.

O chefe da ONU também pediu “ambição máxima” dos líderes mundiais para que os compromissos estabelecidos na cúpula sejam cumpridos. “Precisamos de ambição máxima de todos os países em todas as frentes para fazer de Glasgow um sucesso.”

Mais Recentes da CNN