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    Dalai Lama pede paz na Ucrânia e diz que guerra está “ultrapassada”

    Líder tibetano pediu diálogo entre os envolvidos no conflito

    O 14º detentor do título de Dalai Lama, Tenzin Gyatso
    O 14º detentor do título de Dalai Lama, Tenzin Gyatso Foto: Divulgação

    Jadyn ShamLizzy Yeeda CNN

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    Dalai Lama disse, nesta segunda-feira (28), que está “profundamente entristecido” pelo conflito na Ucrânia, pedindo paz e “compreensão mútua”.

    “A guerra está ultrapassada – a não-violência é o único caminho”, disse o líder espiritual tibetano exilado em um comunicado.

    “Problemas e desacordos são melhor resolvidos por meio do diálogo”, acrescentou. “A paz genuína surge através da compreensão mútua e do respeito pelo bem-estar de cada um.

    “Não devemos perder a esperança. O século 20 foi um século de guerra e derramamento de sangue. O século 21 deve ser um século de diálogo. Rezo para que a paz seja rapidamente restaurada na Ucrânia.”

    Vaticano também se pronuncia

    De acordo com a agência de notícias Reuters, o Vaticano está pronto para “facilitar o diálogo” entre a Rússia e a Ucrânia para acabar com a guerra. A informação seria de seu principal diplomata.

    O secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, que fica atrás apenas do papa na hierarquia do Vaticano, disse aos jornais italianos que “apesar da guerra desencadeada pela Rússia contra a Ucrânia”, ele estava “convencido de que sempre há espaço para negociações”.

    Entenda o conflito

    Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer desta quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país – acompanhe a repercussão ao vivo na CNN.

    Horas mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.

    De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países.

    Mapa mostra a rota russa em direção à capital Kiev
    Mapa mostra a rota russa em direção à capital Kiev / CNN Brasil

    Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”.  O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.

    Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.

    A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país. Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito.

    A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.

    (Com informações de Sarah Marsh e Madeline Chambers, da Reuters, e de Eliza Mackintosh, da CNN) 

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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