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    Em cúpula, Lula condena invasão da embaixada mexicana no Equador

    Presidente afirmou que ação da polícia na embaixada é inaceitável e cobra pedido formal de desculpas

    Forças de segurança realizam operação de transferência do ex-vice-presidente do Equador Jorge Glas, em Quito, Equador
    Forças de segurança realizam operação de transferência do ex-vice-presidente do Equador Jorge Glas, em Quito, Equador 06/04/2024REUTERS/Karen Toro

    Marina Demorida CNN

    em Brasília

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou, nesta terça-feira (16), durante a Cúpula Virtual da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), a invasão da polícia equatoriana à embaixada do México em Quito, no dia 5 de abril. Na ação, o ex-vice-presidente do país Jorge David Glas Espinel foi preso.

    “O que aconteceu em Quito, no último dia 5, é simplesmente inaceitável e não afeta só o México, diz respeitos a todos nós. Um pedido formal de desculpas por parte do Equador é um primeiro passo na direção correta”, disse Lula.

    No discurso, o brasileiro concordou com a proposta da Bolívia de formar uma comissão integrada por países da CELAC, para acompanhar a evolução da situação e da saúde do ex-vice-presidente Jorge Glas.

    Lula também manifestou apoio ao recurso apresentado pelo México à Corte Internacional de Justiça. O pedido é pra que seja suspensa a adesão do Equador até que o país sul-americano emita um pedido público de desculpas.

    Lula também defendeu que a resolução do conflito seja “com base no diálogo e na diplomacia” e se dê por meio da Comunidade. Segundo o presidente, “isso é fundamental para que a CELAC siga sendo o mecanismo de integração”.

    Para o presidente “absolutamente nada justifica a cena a que assistimos em Quito”.

    O episódio foi visto pelo México como uma violação do direito internacional e da soberania mexicana. Na ocasião, o presidente López Obrador disse que instruiu seu ministro das Relações Exteriores a suspender as relações diplomáticas com o Equador. Desde então, uma crise diplomática está instalada.