Em meio à onda de calor, Austrália registra maior temperatura em 62 anos

No noroeste do país, termômetros ultrapassaram a marca dos 50ºC

Praia em Sydney, na Austrália, em dezembro do ano passado
Praia em Sydney, na Austrália, em dezembro do ano passado Shutterstock

Kanupriya Kapoorda Reuters

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Outro dia, outro recorde de calor. Autoridades australianas alertaram as pessoas para ficarem em casa nesta sexta-feira (14), devido à forte onda de calor ao longo da costa noroeste, que elevou as temperaturas para 50,7ºC, maior marca em 62 anos.

Cientistas e ativistas climáticos alertaram que o aquecimento global está perto de sair do controle. Os anos mais quentes do planeta foram todos na última década, com 2021 sendo o sexto mais quente, dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA mostraram esta semana.

Uma região de mineração de minério de ferro no noroeste do país, onde as temperaturas atingiram o recorde nesta quinta-feira (13), é conhecida por suas condições quentes e secas, com temperaturas geralmente oscilando em torno de 30 graus nesta época do ano.

A Austrália é um dos maiores emissores de carbono per capita do mundo, mas o governo se recusou a desistir de sua dependência do carvão e de outras indústrias de combustíveis fósseis, dizendo que isso custaria empregos.

Os cientistas apontam que o aumento das temperaturas pode afetar a saúde pública e a produtividade do trabalho ao ar livre, resultando em bilhões de dólares em perdas econômicas.

A Austrália perdeu uma média de 10,3 bilhões de dólares australianos e 218 horas produtivas por ano nas últimas duas décadas por causa do calor, de acordo com um estudo global publicado esta semana por pesquisadores da Duke University.

Essas perdas devem se aprofundar nas próximas décadas. “Esses resultados implicam que não precisamos esperar o aquecimento global para experimentar os impactos das mudanças climáticas no trabalho e na economia”, disse o principal autor Luke Parsons.

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