Entenda por que Trump poderia fazer ataques no Mali

Ofensiva gera divergências dentro do governo dos Estados Unidos, segundo apuração do Washington Post

Da CNN Brasil
Compartilhar matéria

Os Estados Unidos podem realizar ataques contra o Mali, ampliando o número de nações que foram alvo de ofensivas militares de Donald Trump durante seu segundo mandato.

Neste ano, as forças americanas já realizaram ataques contra outras nações africanas, como Somália e Nigéria.

Entenda abaixo o que motivaria a operação dos EUA no Mali.

Por que Trump atacaria o Mali?

O governo de Donald Trump avalia realizar operações militares no Mali devido à violência crescente de grupos armados na região.

A ofensiva teria como foco o JNIM (Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin), um grupo afiliado à Al Qaeda que também é considerado terrorista pelos Estados Unidos, de acordo com apuração do Washington Post.

De toda forma, o jornal americano ressaltou que há divergências entre autoridades de alto escalão dos Estados Unidos sobre a realização do ataque.

Isso porque qualquer envolvimento militar direto traz o risco de hostilidades com forças russas na região, que foram contratadas pela junta militar que comanda o Mali para combater os grupos terroristas.

Ataques do JNIM e destruição no Mali

O JNIM estabeleceu uma base de operações no Mali e tem realizado ataques cada vez mais frequentes em nações costeiras da África Ocidental, tornando-se o grupo mais bem armado da região e um dos mais poderosos do mundo, segundo o Post.

Em setembro de 2024, o JNIM atacou uma escola de treinamento militar perto do aeroporto da capital Bamako, matando cerca de 70 pessoas.

Em 2025, anunciou um bloqueio às importações de combustível e atacou comboios de caminhões-tanque em todo o país, praticamente paralisando a capital em alguns momentos e demonstrando capacidade de realizar operações em regiões onde não fazia anteriormente.

Além disso, o grupo afiliado à Al Qaeda fez incursões em Bamako, chegou a tomar uma cidade estratégica no norte e matou o ministro da Defesa do país em um atentado suicida, de acordo com o Washington Post.

Mais recentemente, em 4 de julho, insurgentes realizaram ataques a posições do Exército em todo o Mali. A ofensiva estendeu-se desde as cidades do norte — Anefis, Aguelhoc e Gao — até Sevare, no centro do Mali, e Kenioroba, no sul, informaram as Forças Armadas em um comunicado.

O JNIM também realiza ataques a comboios militares, incluindo de forças russas no país.