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    Envio da polícia do Quênia ao Haiti para combater gangues é adiada, dizem fontes

    Agentes não teriam sido informados do motivo para adiamento; país da América sofre com violência há meses

    Policiais participam de operação nos arredores da Penitenciária Nacional em Porto Príncipe
    Policiais participam de operação nos arredores da Penitenciária Nacional em Porto Príncipe , Haiti14/03/2024REUTERS/Ralph Tedy Erol

    Aaron Rossda Reuters

    O envio dos primeiros policiais do Quênia ao Haiti para liderar uma força internacional para combater gangues foi adiado, disseram à Reuters duas fontes informadas sobre o assunto.

    Isso acontece após um voo que levaria os agentes ter sido postergado na terça-feira (21).

    Autoridades dos Estados Unidos haviam indicado anteriormente que as tropas estariam em Porto Príncipe já nesta quinta-feira (23), coincidindo com a visita do presidente queniano, William Ruto, à Casa Branca.

    Em coletiva de imprensa conjunta com o presidente dos EUA, Joe Biden, Ruto reiterou o compromisso do Quênia de enviar os policiais ao Haiti.

    O Quênia se ofereceu como voluntário para liderar a missão em julho do ano passado, mas houve vários atrasos no destacamento dos agentes devido a ações movidas por opositores e a uma onda de violência no Haiti em março, que fez com que o primeiro-ministro haitiano renunciasse.

    A missão, que incluirá até 2.500 pessoas, tem como objetivo combater gangues que controlam a maior parte de Porto Príncipe e que têm cometido assassinatos generalizados, sequestros e violência sexual.

    O Quênia comprometeu a enviar 1.000 agentes policiais para a missão aprovada pela ONU. A maior parte da operação é financiada pelos Estados Unidos.

    “O Quênia acredita que a responsabilidade da paz e da segurança em qualquer lugar do mundo, incluindo o Haiti, é responsabilidade de todas as nações”, ponderou Ruto na entrevista coletiva com Biden.

    Duzentos oficiais quenianos destacados para a missão foram informados de que partiriam de Nairóbi na noite de terça-feira, de acordo com as duas fontes, falando sob condição de anonimato por discutir informações sensíveis.

    Uma das pessoas ouvidas pela reportagem é ex-policial que está em contato com membros da missão. Ela pontuou que os agentes não receberam nenhuma explicação para o atraso de última hora e foram orientados a permanecer de prontidão.

    A outra fonte, informada por um funcionário do governo, destacou que não existiam condições em Porto Príncipe para receber os oficiais.

    Um porta-voz do governo do Quênia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.