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    Ex-refém do Hamas de 84 anos luta pela vida em hospital de Israel

    Idosa de 82 anos tinha problemas crônicos de saúde e não recebeu a medicação durante os dias que passou como refém do Hamas

    Elma Avraham, de 84 anos, foi libertada após ser feita refém durante o ataque de 7 de outubro pelo grupo militante palestino Hamas
    Elma Avraham, de 84 anos, foi libertada após ser feita refém durante o ataque de 7 de outubro pelo grupo militante palestino Hamas Foto obtida pela Reuters em 26/11/2023Fórum das Famílias de Reféns e Desaparecidos/Divulgação via REUTERS

    Emily Roseda Reuters

    Jerusalém

    Quando Elma Avraham, de 84 anos, foi levada como refém de sua casa no kibbutz Nahal Oz, em 7 de outubro, ela era um membro independente da comunidade, de acordo com seus familiares.

    Quando o Hamas a soltou, no domingo, ela estava “lutando pela sua vida”, de acordo com profissionais de saúde.

    A bisavó foi libertada junto com outros 16 reféns no terceiro dia de trégua entre Israel e Hamas.

    Embora outros reféns tenham voltado em bom estado de saúde, a filha de Avraham disse a repórteres que sua mãe chegou com um pulso de 40 batimentos por minuto e uma temperatura corporal de apenas 28 graus. O vice-administrador do hospital Soroka, em Beersheba, disse que seu estado permanece crítico e que ela está sob ventilação mecânica e sedada na unidade de terapia intensiva.

    “Eles a mantiveram em condições horríveis”, afirmou Tali Amano, filha de Elma Avraham, do lado de fora do hospital. “Minha mãe chegou horas antes de quase a perdermos.”

    A fala foi validada pelo porta-voz militar de Israel, Daniel Hagari. “Ela foi mantida em condições duras. Eles negaram a ela medicamentos essenciais. Ela não foi visitada pela Cruz Vermelha”, disse.

    Ele afirmou, ainda, que a mulher “é uma lembrança da nossa missão crítica” e perguntou “quem está cuidando dos outros reféns na Faixa de Gaza?”.

    Amano descreveu sua mãe como uma pessoa “feliz, conectada e abraçada por toda a comunidade” antes de ser levada. Ela informou que, embora a mãe tivesse problemas crônicos de saúde, eles estavam sob controle.

    “Eles a mantiveram por 52 dias em condições que nenhum humano deveria ser mantido”, afirmou o chefe de Assuntos Médicos do Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas, Hagai Levine. “Simplesmente sem dignidade humana, um abuso descabido.”

    Amano afirmou que se encontrou com a Cruz Vermelha e implorou a eles que medicassem a mãe, mas eles disseram que não conseguiram entregar os medicamentos. “Minha mãe não precisava voltar dessa forma, e não tenho ideia como ela vai passar esses dias.”

    Um porta-voz da Cruz Vermelha disse à Reuters: “Estamos falando diretamente com as famílias e elas nos pedem para levar medicamentos pessoais, mas não temos como entregá-los”.

    “Continuamos pedindo acesso aos reféns, como fizemos desde o primeiro dia, e estamos prontos para realizar essa visitas”, afirmou ele.