Famílias de reféns israelenses enviam carta para Trump pedindo garantias

Presidente dos Estados Unidos se encontra com primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta segunda-feira (28)

Nuha Sharaf, da Reuters
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As famílias dos reféns israelenses enviaram uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no domingo (28), antes do encontro dele com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, instando-o a garantir a libertação dos reféns e o fim da guerra em Gaza.

Os familiares dos 48 reféns disseram em um comunicado que enviaram uma carta a Trump apelando e enfatizando sua fé em na capacidade dele de garantir um acordo que libertaria os reféns, após a declaração do americano sobre a possibilidade de um acordo nos últimos dias.

Trump receberá Netanyahu na Casa Branca nesta segunda-feira (29), com o presidente americano promovendo uma proposta de paz no território após uma série de líderes ocidentais terem abraçado a criação de um Estado palestino, desafiando a oposição americana e israelense.

Na quarta visita de Netanyahu desde que o americano retornou ao poder em janeiro, o líder israelense buscará fortalecer o relacionamento mais importante de seu país, que enfrenta um crescente isolamento internacional após quase dois anos de guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza.

Netanyahu está sob crescente pressão das famílias dos reféns e, segundo pesquisas de opinião pública, de uma população israelense cansada da guerra.

Entenda a guerra na Faixa de Gaza

A guerra na Faixa de Gaza começou em 7 outubro de 2023, depois que o Hamas lançou um ataque terrorista contra Israel. Combatentes do grupo radical palestino mataram 1.200 pessoas e sequestraram 251 reféns naquele dia.

Então, tropas israelenses deram início a uma grande ofensiva com bombardeios e por terra para tentar recuperar os reféns e acabar com o comando do Hamas.

Os combates resultaram na devastação do território palestino e no deslocamento de cerca de 1,9 milhão de pessoas, o equivalente a mais de 80% da população total da Faixa de Gaza, segundo a UNRWA (Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos).

Desde o início da guerra, pelo menos 65 mil palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.O ministério, controlado pelo Hamas, não distingue entre civis e combatentes do grupo na contagem, mas afirma que mais da metade dos mortos são mulheres e crianças. Israel diz que pelo menos 20 mil são combatentes do grupo radical.

Parte dos reféns foi recuperada por meio de dois acordos de cessar-fogo, enquanto uma minoria foi recuperada por meio das ações militares.

Autoridades acreditam que cerca de 50 reféns ainda estejam em Gaza, sendo que cerca de 20 deles estariam vivos.

Enquanto a guerra avança, a situação humanitária se agrava a cada dia no território palestino. Com a fome generalizada pela falta da entrada de assistência na Faixa de Gaza, os relatos de pessoas morrendo por inanição são diários.

Israel afirma que a guerra pode parar assim que o Hamas se render, e o grupo radical demanda melhora na situação em Gaza para que o diálogo seja retomado.