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    Famílias de vítimas do 7 de outubro apresentam queixa contra o Hamas no Tribunal Penal Internacional

    Denúncia diz respeito a 11 vítimas que foram mortas ou feridas durante o festival de música Nova, onde homens armados do Hamas mataram mais de 260 pessoas

    Pessoas correm de tiros durante o festival Nova, em meio ao ataque do Hamas
    Pessoas correm de tiros durante o festival Nova, em meio ao ataque do Hamas Reprodução/ Instagram

    Lianne Kolirinda CNN

    Famílias de onze vítimas do ataque de 7 de outubro em Israel acusam o Hamas de “crimes contra a humanidade” em uma queixa apresentada ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

    Os familiares das vítimas, que eram todos civis, também apelaram ao Procurador-Geral do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, para investigar as ações do Hamas como “crimes de guerra” que foram cometidos como parte de um “plano genocida”, de acordo com um comunicado de imprensa compartilhado com a CNN por seu advogado François Zimeray nesta sexta-feira (3).

    “Foi a execução de um plano genocida assumido pelos seus perpetradores. Perante a negação em tempo real, a verdade deve ser defendida, estas atrocidades devem ser conhecidas e gravadas na memória coletiva”, afirma a queixa apresentada por Zimeray, advogado da Ordem dos Advogados de Paris e do TPI.

    A denúncia diz respeito a 11 vítimas que foram mortas ou feridas dentro das fronteiras israelenses. Vários estiveram no festival de música Nova, onde homens armados do Hamas mataram mais de 260 pessoas.

    De acordo com o escritório de advocacia de Zimeray, Zimeray & Finelle, “os fatos materiais não podem ser contestados”, uma vez que o Hamas “documentou e difundiu amplamente” as suas ações, o que chocou a “consciência universal”.

    Zimeray pediu à promotoria que “considerasse a conveniência de emitir um mandado de prisão internacional para os líderes do Hamas, seguindo o exemplo do mandado emitido para o presidente russo em relação à agressão na Ucrânia”.

    O pedido surge dias depois de Khan ter visitado a região e onde, a partir do Cairo, fez um discurso no qual disse que impedir o fluxo de ajuda para a Faixa de Gaza poderia constituir um crime de guerra. Na região, os palestinos sofrem com uma série de bloqueios e ataques de Israel.

    Veja também – Subsecretário da ONU à CNN: Nenhum civil em gaza está fora de risco