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    Fornecimento de munição de fragmentação para Ucrânia é perigoso, diz professora

    À CNN Rádio, Bárbara Motta destacou que guerra, que completou 500 dias, está “estática” neste momento

    Soldados ucranianos em suas posições perto de Bakhmut, região de Donetsk.
    Soldados ucranianos em suas posições perto de Bakhmut, região de Donetsk. Roman Chop/AP

    Amanda Garciada CNN

    A decisão dos Estados Unidos de fornecer munição de fragmentação para a Ucrânia é “perigosa e um contrassenso.”

    Esta é a avaliação da professora de relações internacionais da Universidade Federal de Sergipe Bárbara Motta.

    À CNN Rádio, a especialista explicou a justificativa dos Estados Unidos, que aborda duas frentes.

    “De um lado, a Ucrânia estaria com baixa quantidade de munição, e a segunda é que especialistas de defesa entendem que enviar esse tipo de munição seria estrategicamente interessante, para o conflito como está hoje, estático.”

    Para Bárbara Motta, o perigo está no fato de esse tipo de munição ter “alto grau de letalidade”, além de “alta taxa de falha, já que uma bomba pode não explodir no momento do uso e demorar anos para ser acionada.”

    Já o contrassenso, para ela, é que os Estados Unidos já haviam comentado há alguns meses que, se a Rússia utilizasse este tipo de munição, cometeria crime de guerra.

    “Agora os Estados Unidos se tornam coniventes em patrocinar o uso dessa munição?”, indagou.

    A Guerra na Ucrânia completou 500 dias no último fim de semana e, segundo a professora, “ela não caminha para lugar algum.”

    “Não estamos indo para o fim do conflito no curto e médio prazo e as negociações parecem cada vez mais distantes”, disse.

    Ela reforçou que há “alguns momentos de ciclos renovados de aumento de tensões políticas” e outros de diminuição.

    *Com produção de Andrea Bueno