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    Grávidas descrevem situação desesperadora em Gaza após ataques e bloqueios de Israel

    Gestantes apontaram dificuldade em manter os cuidados com a própria saúde e uma alimentação adequada, ambas importantes para o desenvolvimento sadio dos bebês

    Bebê palestino prematuro em incubadora do hospital Shifa, na Cidade de Gaza: pais escrevem o nome de seus filhos em suas pernas, sob o temor de novos bombardeios em hospitais
    Bebê palestino prematuro em incubadora do hospital Shifa, na Cidade de Gaza: pais escrevem o nome de seus filhos em suas pernas, sob o temor de novos bombardeios em hospitais 22/10/2023REUTERS/Mohammed Al-Masri

    Hande Atay Alamda CNN

    O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) – agência de desenvolvimento internacional da ONU que trata de questões populacionais – divulgou entrevistas em áudio com três mulheres atualmente abrigadas no Hospital Al Shifa, em Gaza, que descrevem a situação desesperadora que enfrentam, em meio aos sucessivos ataques e bloqueios impostos por Israel.

    As gravações foram feitas nos últimos dias no Hospital Al Shifa, disse o UNFPA. Uma mulher diz que foi forçada a fugir de casa durante a gravidez e outra perdeu um filho no útero durante um ataque aéreo perpetrado pelo país de maioria judia.

    A Faixa de Gaza é o lar de 50 mil mulheres grávidas e “cerca de 5.500 destas mulheres devem dar à luz no próximo mês”, de acordo com um relatório de 12 de outubro do UNFPA. “Isso equivale a 166 nascimentos por dia, ocorrendo com acesso inadequado a cuidados de saúde ou mesmo a água potável”.

    “Eu estava sob os escombros, não conseguia me mover, estava grávida de nove meses. Faltavam dez dias para dar à luz. Eles examinaram o feto e descobriram que o pulso estava fraco e tiveram que fazer uma cesariana de emergência”, disse. Islam Hussein, de 35 anos, disse na entrevista divulgada pelo UNFPA: “Chamei meu filho de Sanad – significa apoio.”

    “Estou grávida de dois meses e já tive uma hemorragia antes”, disse Reham Rashad Bakr, de 24 anos. “Há um tratamento que eu deveria fazer, mas não consigo”, disse ela na entrevista em áudio. “Mulheres grávidas como eu deveriam beber leite e comer ovos. Todas as padarias foram bombardeadas. Não há pão nem água.”

    Alaa Al Bayaa, uma mulher palestina grávida de 30 anos, disse que quando foi ao médico lhe disseram que o seu bebê tinha morrido.

    “O médico me disse que não há pulso, não há esperança”, disse ela. “Isso significa que o meu feto está morto e precisa ser removido do meu útero.”

    Veja também – Major do exército israelense diz à CNN que Hamas usa civis de Gaza como escudos humanos