Guerra em Gaza: Entenda impactos de dois anos do conflito
Em entrevista ao Live CNN, a doutora em Direito Internacional Priscila Caneparo analisa os desdobramentos do conflito entre Israel e Hamas
Em entrevista ao Live CNN, a doutora em Direito Internacional Priscila Caneparo explicou os impactos na região do conflito entre Israel e Hamas, que completa dois anos nesta terça-feira (7).
De acordo com especialistas, incluindo observadores independentes da Organização das Nações Unidas, a situação em Gaza alcançou proporções alarmantes, com indícios de genocídio e uma grave crise humanitária.
"A região enfrenta severa escassez de medicamentos, água e alimentos, levando alguns analistas a caracterizarem a situação como "saudocídio" - um genocídio por meio da privação de recursos de saúde", diz Priscila Caneparo.
Negociações e Prisioneiros
Um dos pontos centrais das negociações entre as partes envolve a questão dos reféns e prisioneiros. As propostas de acordo incluem a libertação de reféns, com foco especial em crianças e mulheres, em troca da soltura de prisioneiros palestinos detidos em Israel.
Segundo especialista, a complexidade das negociações se intensifica com a pressão internacional sobre o Hamas e o envolvimento de países árabes na busca por uma solução. Há preocupações sobre a participação palestina em um eventual governo de transição e questões sobre a retirada das tropas israelenses do território de Gaza.
Cenário Político
Priscila Caneparo explica que o panorama político em Israel apresenta divisões significativas. Enquanto políticos ultraortodoxos, que compõem a base de apoio do governo de Benjamin Netanyahu, resistem à ideia de um acordo e à criação de um Estado Palestino, partidos de oposição indicam disposição para garantir governabilidade caso haja avanço nas negociações de paz.
Os países árabes da região, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Jordânia, demonstram interesse na estabilização da área, visando inclusive o desenvolvimento do turismo e a maior integração com o Ocidente. No entanto, expressam preocupações sobre a ausência de representação palestina nas discussões sobre o futuro da região.


