Guerra está causando danos à segurança alimentar, diz embaixadora dos EUA na ONU

Linda Thomas-Greenfild, embaixadora dos EUA na ONU, disse que o aumento de preços e as inseguranças ameaçam a desestabilizar sociedades frágeis, aumentam a migração e causam fome

Ingrid Oliveira, da CNN
Compartilhar matéria

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfild, disse que a guerra da Rússia contra a Ucrânia está causando ameaças à segurança alimentar.

A embaixadora atribuiu ao presidente russo a crise alimentar global. "O aumento de preços e as inseguranças ameaçam a desestabilizar sociedades frágeis, aumentam a migração e causam fome, isso quando o sistema humanitário mundial já está fragilizado"

Thomas-Greenfild falou ainda que "este é o momento em que o mundo deve se unir contra a violência que causa um grande desastre humanitário".

A embaixadora ressaltou que há um plano para conter isso. "Nós temos uma resolução que foi negociada por um grupo de estados e já foi apoiada por cerca de 90 estados membros."

Thomas-Greenfild diz que o texto é claro e reforça que é preciso proteger as pessoas da guerra. "Dar proteção de todos civis, o apoio a países vizinhos que abriram suas fronteiras para refugiados", afirmou.

Ela faz um apelo aos representantes presentes na reunião. "Ao votar por essa resolução, vocês [representantes de países] demonstra que veem o impacto que esse conflito já tem no mundo todo, como aumentar a insegurança alimentar."

Anteriormente, a ONU já havia avisado que a guerra na Ucrânia pode provocar um aumento de 20% no preço dos alimentos.

Em uma avaliação preliminar sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia, a  agência de alimentos e agricultura das Nações Unidas, disse que não estava claro se a Ucrânia seria capaz de realizar colheitas durante um conflito prolongado, e que há também incertezas em torno das exportações de alimentos russos.

No discurso, Thomas-Greenfild disse que "a Rússia deve ser responsabilizada pela crise humanitária que está causando e que as ações da Rússia em Mariupol serão investigadas e conhecidas como brutalidade"