Ímpeto pela paz na Ucrânia após cúpula Putin-Trump se esgotou, diz Rússia
Vice-chanceler acusou potências europeias que apoiam a Ucrânia de minar com sucesso os esforços de paz

Um importante diplomata russo afirmou nesta quarta-feira (8) que o ímpeto para encontrar um acordo de paz na Ucrânia, que surgiu após uma cúpula entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump em agosto, havia se esgotado em grande parte.
Trump e Putin se encontraram em uma base da Força Aérea da época da Guerra Fria em Anchorage, no Alasca, em 15 de agosto, na tentativa de encerrar a guerra terrestre mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
O presidente dos Estados Unidos, que havia dito anteriormente que a Ucrânia deveria ceder território, afirmou em algumas ocasiões que está decepcionado com Putin por não ter encerrado a guerra e classificou a Rússia como um "tigre de papel".
Sergei Ryabkov, vice-ministro das Relações Exteriores russo que supervisiona as relações com os EUA e o controle de armas, acusou as potências europeias que apoiam a Ucrânia de minar com sucesso os esforços de paz.
"Infelizmente, temos que admitir que o forte impulso de Anchorage em favor de acordos foi em grande parte esgotado pelos esforços de oponentes e apoiadores da guerra", avaliou Ryabkov, segundo agências de notícias russas.
"Isso é resultado de atividades destrutivas, principalmente dos europeus", disse ele.
Putin enviou dezenas de milhares de soldados para a Ucrânia em fevereiro de 2022, desencadeando o maior confronto entre a Rússia e o Ocidente desde a Guerra Fria.
Líderes da Europa Ocidental e a Ucrânia retrataram a guerra como uma apropriação de terras ao estilo imperial e prometeram repetidamente derrotar as forças russas.
O líder russo culpa o Ocidente por ignorar as preocupações de segurança de Moscou após a queda da União Soviética em 1991, em relação à ampliação da aliança militar da Otan.
Ryabkov também afirmou que o potencial aparecimento de mísseis Tomahawk dos EUA na Ucrânia significaria uma mudança "qualitativa" na situação, de acordo com a Interfax.
Trump disse no início desta semana que gostaria de saber o que a Ucrânia planejava fazer com os Tomahawks antes de concordar em fornecê-los, pois não queria intensificar a guerra.


