Integridade territorial deve ser respeitada, diz embaixador da China na ONU

Zhang Jun ainda defendeu a soberania dos países e os princípios estabelecidos pela Carta da ONU

Renata Souzada CNN

em São Paulo

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Enquanto a guerra na Ucrânia continua e os confrontos entram no quinto dia, a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniu nesta segunda-feira (28) para discutir a situação do país. Em seu discurso, o embaixador da China na ONU, Zhang Jun, defendeu a integridade dos territórios.

“Todos os países devem ter sua integridade territorial e soberania respeitadas. E os princípios da Carta da ONU devem ser respeitados, mantendo a paz”, afirmou Jun.

O embaixador reforçou os pedidos de paz e a importância da atuação da ONU para solucionar a crise – que já fez mais de 500 mil pessoas abandonarem o território ucraniano, segundo dados da própria organização.

“Todas as ações tomadas pela ONU e pelas partes relevantes da comunidade internacional devem priorizar a paz, a estabilidade e a segurança para todos.”

No encontro do Conselho de Segurança da ONU, na última sexta-feira, a China se absteve de votar na resolução que condenava a invasão russa da Ucrânia. No discurso de hoje, o embaixador se posicionou contrário às “tensões”.

“A China não aprova nenhuma abordagem que exacerbe tensões. As agências da ONU devem seguir com o seu apoio humanitário na Ucrânia. Nós precisamos proteger as vidas civis e as estruturas civis”, disse.

O embaixador também relembrou os tempos de guerra-fria, afirmando que a mentalidade do período ainda vigora. “Não podemos estar diante de uma nova guerra-fria. Todos perderíamos.”

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