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    Israel dissolve parlamento e realizará quinta eleição em quatro anos

    Novo pleito será em 1º de novembro, e pode ter volta de Benjamin Netanyahu ao poder

    Hadas Goldda CNN

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    O parlamento de Israel, o Knesset, votou por sua dissolução, provocando a quinta eleição nos últimos quatro anos.

    Na sexta-feira (1/7), o ministro das Relações Exteriores, Yair Lapid, assumirá o cargo de primeiro-ministro interino sob os termos de um acordo de coalizão feito entre o atual premiê Naftali Bennett e Lapid no ano passado.

    A votação, pelo placar de 92 a 0, nesta quinta-feira (30) põe fim ao mandato de Bennett como primeiro-ministro – um dos mais curtos da história de Israel – e dá ao ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu um caminho para retornar ao poder.

    Novas eleições serão realizadas em 1º de novembro. Pesquisas recentes mostram que o partido Likud, do ex-primeiro-ministro Netanyahu, deve conquistar o maior número de cadeiras, mas seu bloco de direita não necessariamente terá cadeiras suficientes para conquistar a maioria parlamentar e ser capaz de formar um novo governo.

    Bennett disse na quarta-feira (29) que não concorrerá à reeleição, dizendo que era “hora de recuar um pouco” e “olhar as coisas de fora”.

    O governo de coalizão estava oscilando há semanas. Mas o anúncio de Bennett e Lapid na semana passada de dissolução do próprio governo foi uma surpresa total. “Nas últimas semanas, fizemos tudo o que pudemos para salvar este governo. Aos nossos olhos, a continuação de sua existência era de interesse nacional”, disse Bennett.

    “Acredite em mim, procuramos debaixo de cada pedra. Não fizemos isso por nós mesmos, mas por nosso belo país, por vocês, cidadãos de Israel”, acrescentou Bennett.

    O governo Bennett-Lapid tomou posse em junho do ano passado, pondo fim ao mandato de Netanyahu, que durou mais de 12 anos. Composta por nada menos que oito partidos políticos, a coalizão se estendeu por todo o espectro político, incluindo pela primeira vez um partido árabe, liderado por Mansour Abbas.

    Unidos no desejo de impedir que Netanyahu – cujo julgamento por corrupção já havia começado em maio de 2020 – permanecesse no poder, os diferentes parceiros da coalizão concordaram em colocar suas diferenças substanciais de lado.

    Embora tenha alcançado conquistas domésticas e diplomáticas significativas, a política interna que acabou derrubando a coalizão. Nas últimas semanas, vários membros desistiram ou ameaçaram desistir, deixando o governo sem maioria no parlamento para aprovar qualquer legislação.

    O impasse político veio à tona no início deste mês, quando uma votação do Knesset falhou em defender a aplicação do direito penal e civil israelense aos israelenses na Cisjordânia.

    Entre outras coisas, o regulamento, que é renovado a cada cinco anos, dá aos colonos israelenses em territórios palestinos os mesmos direitos que eles têm dentro das fronteiras de Israel e é um artigo de fé para membros de direita da coalizão, incluindo Bennett.

    Mas dois membros da coalizão se recusaram a apoiar o projeto, que acabou não sendo aprovado. Como o parlamento foi dissolvido antes da lei expirar em 1º de julho, o regulamento permanecerá em vigor até que um novo governo seja formado, quando será novamente votado.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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