Israel reduz restrição a viajantes mesmo com aumento de casos da Ômicron

Ministério da Saúde local estima que novos casos de Covid-19 no país podem crescer dez vezes em poucos dias

Dan Williams, da Reuters
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Mesmo em meio ao aumento no número de contaminações pela variante Ômicron, o governo de Israel afirmou nesta segunda-feira (3) que admitirá estrangeiros "provavelmente imunes à Covid-19" de países considerados de "risco médio" na próxima semana, revertendo parcialmente uma proibição imposta no fim de novembro.

A mudança sugere que o governo do primeiro-ministro Naftali Bennett entende que é possível diminuir as restrições às viagens à medida que aumentam os casos domésticos de contaminação pelo coronavírus.

O Ministério da Saúde local informou que a partir de 9 de janeiro, viajantes estrangeiros de 199 países da chamada lista laranja serão admitidos se comprovarem que estão vacinados ou se recuperaram da Covid-19.

Os países da lista laranja incluem Austrália, Itália e Irlanda. O ministério recomendou que a África do Sul, Nigéria, Espanha, Portugal, França e Canadá, que estão entre os 16 países listados como "vermelho" ou de alto risco para Covid-19, fossem colocados na lista laranja.

O anúncio veio mesmo com a previsão de Bennett de que os novos casos poderiam aumentar dez vezes dentro de alguns dias.

O rápido ritmo da infecção fez com que muitos israelenses esperassem horas nas filas para os testes de Covid, embora a Ômicron não tenha causado aumento significativo na mortalidade.

O ministro da Saúde, Nitzan Horowitz, disse que Israel ajustaria seus critérios para testes obrigatórios e se concentraria principalmente nas pessoas de alto risco.

Posteriormente, mais israelenses "serão obrigados a exercer responsabilidade pessoal e realizar testes em casa", disse ele em declarações televisionadas na segunda-feira.

A estratégia do governo está focada na vacinação, com uma quarta dose – ou segundo reforço – oferecida a grupos vulneráveis. Um dia após a disponibilização, 100 mil pessoas receberam ou marcaram uma consulta para obter o segundo reforço.

Os Estados Unidos, Grã-Bretanha, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Tanzânia, México, Suíça e Turquia continuam na lista vermelha de Israel, disse o Ministério da Saúde do país. Os visitantes desses países precisam de permissão especial antecipada de um comitê israelense para entrar.

Israel também reduziu os períodos de autoisolamento de precaução para pessoas que foram expostas aos portadores Covid-19, preocupados que a quarentena em massa pudesse paralisar a economia.