Juiz responsável por investigação do assassinato de prêmie haitiano deixa o caso

Investigação da morte de Jovel Moise ainda não resultou em acusações contra nenhum dos suspeitos presos pela polícia haitiana

Foto de Jovenel Moise durante coletiva de imprensa dias depois de seu assassinato
Foto de Jovenel Moise durante coletiva de imprensa dias depois de seu assassinato Reuters

Gessika ThomasBrian Ellsworthda Reuters

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O juiz haitiano que supervisiona a investigação sobre o assassinato do presidente Jovenel Moise em julho disse em carta nesta sexta-feira (21) que se retirou do caso, aprofundando a confusão em torno da resolução do crime.

Garry Orelien foi designado em agosto como juiz de investigação do caso. Seu mandato terminou em dezembro e ele disse que seu pedido de prorrogação foi rejeitado.

Orelien disse que desistiu da investigação “em torno dos fatos do assassinato do presidente da República Jovenel Moise por motivos pessoais”, segundo uma cópia da carta vista pela Reuters. Orelien confirmou em uma entrevista por telefone que escreveu a carta e se recusou a fazer mais comentários.

Sua investigação não resultou em acusações contra nenhuma das dezenas de suspeitos presos pela polícia haitiana. Em entrevista esta semana, Orellen culpou a falta de progresso no apoio inadequado de outras instituições haitianas.

Moise foi morto em 7 de julho quando homens armados invadiram sua casa. Um relatório da polícia haitiana em agosto concluiu que um médico haitiano-americano contratou um grupo de ex-soldados colombianos para matar o presidente e tomar o poder.

Os próximos passos da investigação haitiana não estão claros. Mas os Estados Unidos têm assumido um papel crescente na investigação do crime.

Bernard Saint-Vil, chefe do tribunal de Porto Príncipe que designou Orelien para a investigação, disse na terça-feira (18) em entrevista que o juiz estava fora do trabalho porque não concluiu sua investigação a tempo.

O assassinato de Moise prejudicou ainda mais a precária situação política e de segurança do Haiti, encorajando as gangues a expandir território e aumentar os sequestros – incluindo o sequestro de dois meses de um grupo de missionários canadenses e americanos.

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