Kamala Harris deve iniciar viagem à Polônia e Romênia na quarta-feira (9)
Visita ocorre após o Pentágono rejeitar, nesta terça-feira (8), a proposta da Polônia de transferir seus caças MiG-29 aos Estados Unidos para entrega aos ucranianos
A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, deve começar sua viagem à Polônia e Romênia na quarta-feira (9), enquanto o governo de Joe Biden continua a mostrar apoio à Ucrânia e aos aliados do Leste Europeu da Otan, no momento em que a guerra entra em uma nova fase perigosa.
A viagem de Harris irá acontecer do dia 9 a 11 de março e incluirá paradas em Varsóvia e Bucareste, de acordo com um anúncio da última sexta-feira (4) da Casa Branca.
Ela se reunirá com os líderes de ambos os países para coordenar sua resposta à invasão da Rússia e discutir como os EUA podem apoiar ainda mais as nações vizinhas da Ucrânia enquanto se preparam para receber os refugiados que fogem do conflito.
A Casa Branca diz que os líderes também "discutirão seu apoio contínuo ao povo da Ucrânia por meio de segurança, assistência econômica e humanitária e nossa determinação de impor graves consequências econômicas à Rússia e aos cúmplices da invasão russa".
A viagem ocorre após o Pentágono rejeitar, nesta terça-feira (8), a proposta da Polônia de transferir seus caças MiG-29 aos Estados Unidos para entrega aos ucranianos.
O secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby, disse em comunicado que o órgão não acredita que a proposta da Polônia seja "sustentável", poucas horas depois que autoridades polonesas divulgaram um comunicado dizendo que o governo estava pronto para enviar todos os seus caças MiG-29 para o Rammstein da Força Aérea dos EUA, base Aérea na Alemanha, para que pudessem ser fornecidos à Ucrânia em sua luta contra a Rússia.
Kirby declarou que a decisão de transferir aviões de propriedade polonesa foi "em última análise, para o governo polonês", acrescentando que a proposta mostra as complexidades que a questão apresenta, já que a Rússia fez declarações ameaçadoras sobre o fornecimento de armas aos ucranianos para uso contra as forças do país.
A ideia apresentada pela Polônia era muito arriscada, afirmou o porta-voz, já que os EUA e a Otan procuram evitar um conflito direto com a Rússia.
A declaração do Departamento de Defesa foi divulgada na noite de terça-feira depois que a proposta polonesa pegou o governo Biden completamente desprevenido, disseram várias fontes à CNN.
Embora o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tenha pedido mais aeronaves em meio à invasão russa, a oferta não foi discutida com os EUA antes de torná-la pública, e as autoridades polonesas também não a abordaram com o secretário de Estado, Antony Blinken, quando ele esteve recentemente no país.
Autoridades dos EUA avaliaram em particular o envio de aeronaves para a Ucrânia, mas observaram repetidamente os difíceis desafios logísticos de realizar a ação.
O anúncio surpresa da Polônia complica o que já seria uma visita de alto risco da vice-presidente Kamala Harris, que deve desembarcar em Varsóvia na quarta-feira.
Era esperado que Harris discutisse a questão dos caças na Polônia, segundo autoridades. A Casa Branca havia dito anteriormente que estava em discussões com o governo polonês sobre um plano para o país fornecer à Ucrânia seus caças da era soviética e os EUA abasteceriam os aviões.
A programação da viagem prevê que Harris embarque na manhã de quarta-feira para a Polônia, mas agora há conversas intensas dentro do governo sobre como chegar a algum tipo de acordo que permita que os jatos cheguem à Ucrânia.



