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    Kremlin diz que ‘nada terrível vai acontecer’ se a Rússia for expulsa do G20

    De acordo com o Kremlin, expulsão não seria relevante pois "muitos dos membros da organização estão em guerra econômica com Moscou de qualquer maneira"

    Da Reuters

    O Kremlin disse nesta sexta-feira (25) que nada de terrível acontecerá se os Estados Unidos e seus aliados conseguirem expulsar a Rússia do Grupo dos Vinte (G20), porque muitos dos membros da organização estão em guerra econômica com Moscou de qualquer maneira.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou as declarações do presidente dos EUA, Joe Biden, que disse ser a favor da Rússia ser expulsa do G20 depois de enviar dezenas de milhares de soldados para a Ucrânia.

    “O formato do G20 é importante, mas nas circunstâncias atuais, quando a maioria dos participantes está em estado de guerra econômica conosco, nada de terrível acontecerá”, disse Peskov a repórteres, ao responder a uma pergunta sobre a possível expulsão da Rússia.

    Peskov disse que o mundo é muito mais diversificado do que os Estados Unidos e a Europa, e previu que os esforços dos EUA para isolar Moscou, que ele disse que até agora foram apenas parcialmente eficazes, falhariam.

    Ele disse que alguns países estão adotando uma abordagem mais sóbria em relação à Rússia e não queimando pontes com ela e que Moscou construirá novas diretrizes políticas em todas as áreas.

    Também na sexta-feira, o Kremlin afirmou que as falas dos Estados Unidos sobre a possibilidade de a Rússia recorrer a armas químicas na Ucrânia é uma tática para desviar a atenção de questões complicadas para Washington.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse em uma coletiva de imprensa virtual com repórteres que os militares apresentariam propostas ao presidente Vladimir Putin sobre como a Rússia deveria fortalecer suas defesas em resposta ao reforço da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em seu flanco leste.

    Não havia uma posição oficial sobre se a Rússia reconstruiria vilas e cidades ucranianas como Mariupol, acrescentou Peskov.