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    Lula me garantiu que o Brasil nos apoia fortemente, diz presidente da Guiana à CNN

    Irfaan Ali também destacou que está trabalhando com os Estados Unidos e que espera "declarações fortes" nas próximas 24 horas

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista coletiva em Berlim
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista coletiva em Berlim 04/12/2023REUTERS/Liesa Johannssen

    Da CNN

    O presidente da Guiana, Irfaan Ali, afirmou em entrevista à CNN nesta quarta-feira (6) que Lula o disse que o Brasil apoia fortemente o país sul-americano.

    “O presidente Lula me garantiu que o Brasil apoia fortemente a Guiana e que não veria nenhum comportamento imprudente da Venezuela”, destacou.

    Ali também pontuou que o governo está trabalhando com o Departamento de Defesa e o Departamento de Estado dos EUA e que espera que “nas próximas 24 horas sejam divulgadas muitas declarações fortes e comunicações fortes com a Venezuela”.

    “Deixamos bem claro aos investidores e a todos os guianenses que Essequibo pertence à Guiana. Em 1899, as fronteiras foram resolvidas. Venezuela participou na determinação da fronteira”, pontuou Ali à CNN.

    Disputa por Essequibo

    A Venezuela reivindica controle pela região de Essequibo, que equivale a cerca de dois terços do território nacional da Guiana. Ela é rica em petróleo e virou objeto de longa disputa entre os dois países.

    Na terça-feira (5), o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou a criação da zona de defesa integral da Guiana Essequiba e nomeou um general como “única autoridade” da área.

    Ele também ordenou publicar e divulgar nas escolas e universidades do país um novo mapa da Venezuela, que inclui a Guiana Essequiba como parte do território.

    Um referendo no domingo (3) aprovou medidas que podem levar à anexação do território. As cinco perguntas do referendo foram aprovadas com mais de 95% de aprovação, segundo a autoridade eleitoral do país.

    Com o aumento da tensão na área e iminência de uma invasão, o governo brasileiro enviou 16 tanques para Roraima. O efetivo militar do Exército brasileiro também ganhou reforço na fronteira, e a inteligência da Polícia Federal monitora a situação.

    Reunião no Conselho de Segurança

    A Guiana formalizou um pedido de reunião ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a situação na região de Essequibo.

    A solicitação foi feita pela representação do país junto às Nações Unidas e agora será analisada pelo Equador, país que ocupa a presidência rotativa do conselho em dezembro.

    O encontro foi marcado para esta sexta-feira (8), às 15h, no horário de Nova York (17h, no horário de Brasília). A reunião será a portas fechadas.

    À CNN, Irfaan Ali pontuou que logo após o anúncio de Maduro sobre a zona militar contatou o secretário-geral das Nações Unidas.

    “Como você sabe, a Guiana é um país cumpridor da lei. Acreditamos no Tribunal Internacional de Justiça. É por isso que estamos perante a TIP. E acreditamos que é no TIP que esta controvérsia deve ser resolvida”, comentou.

    “Mas estamos tomando todas as medidas de precaução contra o que é agora uma tentativa desesperada da Venezuela de tomar o nosso território” destacou à CNN.

    *publicado por Tiago Tortella, da CNN