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    Lula, Milei e Papa Francisco participarão da cúpula do G7 na Itália

    Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita, também devem comparecer

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Javier Milei e Papa Francisco
    Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Javier Milei e Papa Francisco Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / REUTERS/Leandro Bustamante Gomez / REUTERS/Remo Casilli

    Crispian Balmerda Reuters

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Javier Milei, presidente da Argentina, participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na Itália, informaram autoridades nesta sexta-feira (7).

    Eles se juntarão ao Papa Francisco, ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e a outros chefes de Estado e de governo convidados pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

    A lista de convidados, excepcionalmente longa, reflete o desejo da Itália de ampliar os horizontes do G7, um grupo formado por Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e União Europeia.

    “O G7 reúne países que compartilham princípios e normas fundamentais, mas não é fechado como uma fortaleza. Está aberto para o mundo”, pontuou uma autoridade que não quis ser identificada.

    Os diplomatas haviam divulgado anteriormente uma lista com muitos dos participantes do encontro, que acontece entre 13 e 15 de junho, incluindo líderes de Índia, África do Sul, Brasil, Argentina, Turquia, Argélia, Quênia e Mauritânia.

    Todos esses países já confirmaram presença, marcando a primeira viagem ao exterior do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, desde que conseguiu reeleição nesta semana, e do presidente Cyril Ramaphosa, que perdeu maioria absoluta na África do Sul neste mês.

    Grande parte da atenção, no entanto, se concentrará em um possível encontro entre Lula e Milei, vizinhos sul-americanos que têm criticado abertamente um ao outro nos últimos meses.

    Além disso, o príncipe herdeiro saudita e o rei Abdullah, da Jordânia, participarão das discussões em Borgo Egnazia, um resort exclusivo na região sudeste da Puglia, enfatizando a preocupação com a situação no Oriente Médio.

    Acredita-se que essa seja a primeira vez que um líder da Arábia Saudita, país regularmente acusado de violações dos direitos humanos, seja convidado a participar de uma cúpula do G7.

    “Nem sempre temos a mesma abordagem, mas é por meio do diálogo e da compreensão das diferentes necessidades que os resultados são alcançados”, explicou uma autoridade italiana.

    Como fez no ano passado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participará da reunião do G7, marcando presença em uma sessão em 13 de junho dedicada ao conflito de seu país com a Rússia.

    Outros líderes participarão das discussões no dia 14 de junho, uma sexta-feira.

    O convidado principal, ainda assim, será o papa Francisco, que será o primeiro pontífice a participar de uma reunião do grupo. Ele será o orador principal em uma sessão dedicada aos riscos e oportunidades apresentados pela inteligência artificial.

    Críticos acusam o G7 de ser elitista e arrogante. Ao atrair tantos convidados, a Itália espera fortalecer o consenso sobre questões críticas, como as relações com a China, ao mesmo tempo em que chama a atenção para os problemas do Sul Global, especialmente da África.