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    “Os civis estão pagando o preço mais alto”, diz ONU sobre ataques russos

    Mísseis de longo alcance foram lançados pela Rússia contra cidades ucranianas nesta segunda-feira (10), deixando mortos e infraestruturas de energia e calor danificadas, no que o presidente Vladimir Putin declarou ser uma vingança por ataques ucranianos

    Michelle Nicholsda Reuters

    O secretário-geral, António Guterres, está “profundamente chocado” com os ataques aéreos mais generalizados da Rússia desde o início da guerra na Ucrânia na segunda-feira (10), informou um porta-voz da ONU.

    “Isso constitui outra escalada inaceitável da guerra e, como sempre, os civis estão pagando o preço mais alto”, disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, em um comunicado.

    Ataques russos

    A Rússia disparou mísseis de longo alcance contra cidades da Ucrânia durante horário de pico nesta segunda-feira (10) de manhã, matando civis e desligando infraestruturas de energia e calor, no que o presidente Vladimir Putin declarou ser uma vingança por ataques ucranianos, que incluíram a destruição de uma ponte que liga o território russo à Crimeia.

    Nesta segunda (10), de acordo com o serviço de emergência do estado ucraniano, ao menos 11 civis morreram e 64 ficaram feridos. O governo ucraniano, no entanto, confirmou 10 mortos até o momento.

    Os mísseis atingiram cruzamentos movimentados, parques e locais turísticos no centro de Kiev com uma intensidade nunca vista mesmo quando as forças russas tentaram capturar a capital no início da guerra.

    Explosões também foram relatadas em Lviv, Ternopil e Zhytomyr no oeste da UcrâniaDnipro e Kremenchuk no centro da Ucrânia , Zaporizhzhia no sul e Kharkiv no leste.

    O presidente russo Vladimir Putin fez um discurso televisionado no qual reivindicou os ataques contra “a infraestrutura de energia, militar e de comunicações da Ucrânia” após a destruição da ponte Kerch, na Crimeia.

    “Várias explosões no distrito de Shevchenskivskyi, no centro da capital”, declarou o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko Klitschko, no aplicativo de mensagens Telegram.

    Uma testemunha da Reuters viu um enorme carroceiro em um dos cruzamentos do centro da cidade e carros próximos completamente destruídos, enegrecidos e cheios de estilhaços.

    Explosões também foram relatadas em Lviv, Ternopil e Zhytomyr, no oeste da Ucrânia, e em Dnipro, na região central.

    A Rússia abandonou um avanço inicial em Kiev em face da feroz resistência reforçada pelas armas ocidentais.

    Desde então, Moscou e seus representantes se concentraram no sul e em Donbas, um território oriental composto por Luhansk e seu vizinho Donetsk, mobilizando artilharia esmagadora em alguns dos combates terrestres mais pesados ​​da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

    O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmygal, afirmou que onze instalações de infraestrutura em oito regiões e na capital Kiev foram danificadas pelos ataques russos.

    “Até as 11h (horário local), 11 importantes instalações de infraestrutura em oito regiões e na cidade de Kyiv foram danificadas”, explicou Shmygal no aplicativo de mensagens Telegram.

    A Alemanha disse que um prédio que abriga seu consulado em Kiev foi atingido no ataque desta segunda-feira, embora não tenha sido usado desde que a guerra começou em 24 de fevereiro.

    A União Europeia condenou os “ataques bárbaros e covardes” de segunda-feira à Ucrânia.

    Ataque russo em ponte na capital ucraniana Kiev, nesta segunda-feira (10). Reprodução/Reuters

    No meio da manhã, o Ministério da Defesa da Ucrânia disse que a Rússia havia disparado 81 mísseis de cruzeiro, e as defesas aéreas da Ucrânia derrubaram 43 deles. A polícia disse que pelo menos cinco pessoas morreram e 12 ficaram feridas em Kiev.

    Imagens de câmeras de segurança mostraram estilhaços e chamas envolvendo uma passarela com fundo de vidro em um vale arborizado no centro da cidade, um dos locais turísticos mais populares de Kiev. Um pedestre fugiu da explosão.

    A Reuters mais tarde viu uma enorme cratera sob a ponte, que foi danificada, mas permaneceu de pé.

    (Com informações de Jonathan Landay e Max Hunder, da Reuters)