Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Polônia considera expulsar 45 diplomatas russos, e Kremlin promete retaliação

    Porta-voz polonês acusou funcionários de serem espiões da Rússia e de manterem proteções diplomáticas no meio tempo

    Presidente da Polônia, Andrzej Duda, e presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em encontro em Kiev no dia 23 de fevereiro
    Presidente da Polônia, Andrzej Duda, e presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em encontro em Kiev no dia 23 de fevereiro Hennadii Minchenko/ Ukrinform/Future Publishing via Getty Images

    Reuters*

    Os serviços especiais da Polônia pediram pela expulsão de 45 diplomatas russos ao Ministério das Relações Exteriores nesta quarta-feira (23).

    Segundo o porta-voz polonês Stanislaw Zaryn, alguns estariam trabalhando para os serviços secretos sob a cobertura e o pretexto de um trabalho diplomático.

    “A Agência de Segurança Interna identificou 45 pessoas — oficiais russos do serviço secreto e pessoas associadas com eles — que têm status diplomático na Polônia”, disse Zaryn a jornalistas, acrescentando que os selecionados conduziram “atividades de inteligência contra a Polônia, e também contra nossos aliados”.

    Um porta-voz do governo disse que o embaixador russo foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores, e que decisões sobre outras medidas serão anunciadas após a reunião.

    Em resposta, a Rússia declarou que irá retaliar caso seus diplomatas sejam expulsos da Polônia, segundo o noticiado pela agência de notícias RIA, citando o Ministério das Relações Exteriores russo como fonte.

    Não foram prestados mais detalhes sobre quais seriam as retaliações.

    Atualmente, a Polônia, um país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), é o local que mais recebe refugiados ucranianos que deixaram o país devido à guerra.

    Estimativas das Nações Unidas dão conta que mais de 2 milhões de pessoas cruzaram a fronteira em direção a terras polonesas. No total, o conflito já gerou mais de 3,5 milhões de refugiados.

    *Com informações da CNN