Por 85 minutos, Kamala Harris é primeira mulher a ter poderes presidenciais nos EUA

Vice-presidente ocupa o cargo enquanto Joe Biden estiver anestesiado para realizar colonoscopia

Kamala Harris, vice-presidente dos EUA
Kamala Harris, vice-presidente dos EUA Getty Images

Kate SullivanKate Bennettda CNN

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O presidente Joe Biden transferiu temporariamente nesta sexta-feira (19) o poder para a vice-presidente Kamala Harris enquanto ele está sob anestesia para uma colonoscopia de rotina, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, a repórteres.

A cirurgia durará uma hora e 25 minutos, de acordo com a Casa Branca. “A vice-presidente trabalhará em seu escritório na ala oeste durante este período”, disse Psaki em um comunicado.

Biden, que completa 79 anos no sábado (20), chegou na sexta-feira de manhã ao Walter Reed Medical Center para passar por um exame anual de rotina, o primeiro desde que virou presidente dos Estados Unidos.

É rotina um vice-presidente assumir os poderes presidenciais enquanto o presidente passa por um procedimento médico que requer anestesia. A Constituição dos Estados Unidos diz que o presidente pode enviar uma carta ao presidente da Câmara dos Deputados e ao presidente do Senado para a transferir o poder.

A carta deve declarar que ambos são “incapazes de cumprir os poderes e deveres de seu cargo, e até que ele lhes transmita uma declaração escrita em contrário, tais poderes e deveres serão exercidos pelo vice-presidente na qualidade de Presidente Interino”.

Histórico de saúde de Biden

Biden é o presidente em primeiro mandato mais velho na história dos Estados Unidos, e a última atualização abrangente sobre o histórico médico do presidente americano foi divulgada quase dois anos atrás, quando sua campanha presidencial divulgou um resumo de três páginas de seu histórico médico em dezembro de 2019.

Médico de Biden desde 2009, Kevin O’Connor descreveu o presidente, à época, como “um homem de 77 anos de idade, saudável e vigoroso”.

O resumo de 2019 mostrou que Biden estava sendo tratado para fibrilação atrial não valvular, ou AFib – um batimento cardíaco irregular que não apresenta sintomas.

Biden estava tomando Crestor para reduzir os níveis de colesterol e triglicerídeos, bem como Eliquis para prevenir coágulos sanguíneos, Nexium para refluxo ácido e Allegra e um spray nasal para alergias sazonais.

O evento médico mais significativo na história de Biden, escreveu O’Connor, foi quando Biden sofreu um aneurisma cerebral em 1988. Ele estava servindo no Senado na época. Durante a cirurgia, os médicos encontraram um segundo aneurisma que não havia sangrado, que eles também trataram.

Enquanto estava no hospital após a cirurgia, Biden sofreu trombose venosa profunda e uma embolia pulmonar.

Os médicos da época inseriram um “filtro de veia cava inferior”, que evitaria que futuros coágulos de sangue chegassem ao coração e aos pulmões, e o trataram com um anticoagulante oral por vários meses.

Esta história foi atualizada com informações adicionais. 

(Texto traduzido. Leia o original aqui.)

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