Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Presidentes de Venezuela e Guiana devem se reunir na quinta (14) para discutir Essequibo

    Brasil será observador do encontro, que acontecerá em São Vicente e Granadinas; segundo apuração da CNN, Celso Amorim deve representar o governo brasileiro

    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reivindica território da Guiana
    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reivindica território da Guiana 12.jun.2023 - Reuters/Leonardo Fernandez Viloria

    Da CNN

    São Paulo

    Os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Guiana, Irfaan Ali, se encontrarão na próxima quinta-feira (14) para discutir a disputa da região de Essequibo, território da Guiana reivindicado pelo governo venezuelano.

    O encontro entre os dois presidentes acontecerá em São Vicente e Granadinas, país do Caribe, e terá o Brasil como observador.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado para a função mas, segundo apuração de Julliana Lopes, da CNN Brasil, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, deve ser o enviado brasileiro para a reunião.

    A anexação de Essequibo pela Venezuela foi aprovada em um referendo no país no domingo (3).
    Em comunicado oficial, o governo da Guiana reiterou que a fronteira terrestre do país não está em discussão, uma vez que a questão tramita atualmente na Corte Internacional de Justiça, em Haia.

    O comunicado afirma, ainda, que o presidente Irfaan Ali já reiterou que o caso em julgamento na Corte Internacional não será assunto para discussões bilaterais.

    “O presidente Ali continuará a envolver nossos parceiros bilaterais em pactos de cooperação no domínio da defesa, bem como na gama contínua de acordos políticos, sociais e econômicos. A Guiana tem certeza de que o avanço da nossa agenda de desenvolvimento não será comprometido”, afirma o comunicado.

    Por fim, o texto do governo da Guiana afirma que o país sempre esteve comprometido com a paz e a segurança internacionais e com a promoção de boas relações de vizinhança.

    “Além disso, a Guiana não se desviará e vai aderir estritamente ao processo da Corte Internacional na resolução da controvérsia fronteiriça e na garantia de que a região continue a ser uma zona de paz”, conclui o comunicado.

    Veja também: Lula garantiu apoio ao nosso país, diz presidente da Guiana