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    Protestos contra golpe militar no Sudão deixam ao menos 15 mortos, dizem médicos

    Número de vítimas é o maior em um dia desde o início das manifestações populares, em 25 de outubro, data da tomada de poder pelo Exército

    Sudaneses protestam contra golpe militar em Cartum
    Sudaneses protestam contra golpe militar em Cartum Mohamed Nureldin - 30.out.2021/Reuters

    Khalid Abdelazizda Reuters

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    Pelo menos 15 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas pelas forças de segurança do Sudão, após milhares saírem às ruas nesta quinta-feira (18) para manifestações contra o governo militar.

    O número é o maior já registrado até agora em um dia de protestos contra o golpe de Estado, em 25 de outubro, quando o então primeiro-ministro Abdalla Hamdok e outros membros do governo foram presos pelo Exército do país. A ação foi condenada pela comunidade internacional.

    Nas três maiores cidades sudanesas – Omdurmam, a capital Cartum e em Cartum do Norte – manifestantes exigiam a devolução do poder às autoridades civis e a prisão dos líderes golpistas.

    Segundo testemunhas, as forças de segurança atiraram contra os civis e utilizaram gás lacrimogênio para dispersar as multidões. O sinal da rede de telefones também foi suspenso. De acordo com a TV estatal, havia feridos entre manifestantes e policiais.

    “As forças golpistas usaram munição real em diferentes áreas da capital e há dezenas de baleados, com alguns em estado grave”, afirmou o Comitê Central de Médicos Sudaneses, grupo que se aliou aos opositores do governo. Ainda segundo o Comitê, a maior parte das mortes ocorreu em Cartum do Norte.

    À Reuters, um manifestante afirmou que as pessoas estão “aterrorizadas”. Como resposta, barricadas foram construídas e o tráfego nas ruas acabou esvaziado.

    Em uma das principais ruas de Cartum, militantes queimaram pneus e gritaram palavras de ordem como “o povo é mais forte, recuar é impossível”.

    Imagens de protestos em outras cidades como Port Sudan, Kassala, Dongola, Wad Madani e Geneina também circularam nas redes sociais.

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