Putin acusa Europa de bloquear esforços de paz de Trump
Em declaração à imprensa, o presidente russo sugeriu que os aliados europeus da Ucrânia estão "do lado da guerra"

O presidente russo, Vladimir Putin, acusou os líderes europeus de tentarem bloquear um acordo de paz proposto pelos EUA, "apresentando exigências absolutamente inaceitáveis para a Rússia".
Em declarações à imprensa antes de seu encontro com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, Putin sugeriu que aliados europeus da Ucrânia estão "do lado da guerra".
“Eles próprios recusaram as negociações de paz e estão interferindo com o presidente Trump”, acrescentou o presidente russo.
Embora Putin não tenha explicado o raciocínio em detalhes, ele provavelmente se referia às mudanças supostamente feitas no plano de paz original de 28 pontos do presidente dos EUA, Donald Trump.
Esse plano, apresentado pelos EUA no mês passado, foi rejeitado pela Ucrânia e seus aliados europeus.
Uma reunião na semana passada entre delegações ucranianas e americanas resultou em alterações na minuta, tornando-a mais aceitável para Kiev.
Putin declarou que não deseja uma guerra com as potências europeias, mas que, se a Europa assim o desejar, Moscou está pronta para lutar neste momento.
A declaração foi feita antes da reunião entre o líder russo e Steve Witkoff, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Moscou, nesta terça-feira (2).
Até o momento, o Kremlin se recusou a diminuir ou negociar suas exigências maximalistas sobre a Ucrânia.
O encontro acontece enquanto forças russas reivindicam avanços estratégicos no território ucraniano. A Rússia alega ter conquistado as cidades de Pokrovsk e Vovchansk, localizações estratégicas no Donbass, que dominam o acesso ao centro da Ucrânia.
Embora a tomada total dessas cidades ainda não esteja confirmada, há indícios de um avanço russo, mesmo que com um custo elevado em termos de baixas militares para os dois lados.



