Putin e Xi Jinping debaterão “retórica agressiva” de EUA e Otan, diz Kremlin

Presidentes de Rússia e China farão uma videochamada nesta quarta-feira (15), em meio a tensões na relação com o Ocidente

Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, se cumprimentam durante cúpula dos Brics, em Brasília
Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, se cumprimentam durante cúpula dos Brics, em Brasília 13/11/2019 Sputnik/Ramil Sitdikov/Kremlin via REUTERS

Dmitry Antonovda Reuters

Ouvir notícia

O presidente da Rússia Vladimir Putin e o presidente da China Xi Jinping debaterão as tensões na Europa e a “retórica agressiva” dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante uma videochamada na quarta-feira (15), informou o Kremlin.

A conversa acontece em um momento de alta tensão nas relações dos dois países com o Ocidente: a China está pressionada na questão dos direitos humanos e a Rússia devido à mobilização de soldados perto da fronteira com a Ucrânia.

“A situação das relações internacionais, especialmente no continente europeu, é muito, muito tensa agora, e exige debate entre aliados”, disse o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov, referindo-se aos governos russo e chinês. “Vemos uma retórica muito, muito agressiva do lado da Otan e dos EUA, e isso exige debate entre nós e os chineses”, complementou.

A Rússia cultiva laços mais próximos com a China à medida que suas relações com o Ocidente pioram e Putin usa a parceria como maneira de contrabalançar a influência dos EUA ao mesmo tempo em que fecha acordos lucrativos, especialmente de energia. Neste ano, ele e Xi concordaram em renovar um tratado de amizade e cooperação de 20 anos.

Peskov disse que eles terão uma conversa longa com uma pauta ampla, que incluirá também energia, comércio e investimento.

A conversa ocorrerá oito dias depois de uma videochamada entre a Rússia e os EUA na qual o presidente norte-americano Joe Biden alertou Putin a não invadir a Ucrânia e o líder russo respondeu que a Rússia precisa de garantias de segurança de valor legal do Ocidente.

Mais Recentes da CNN