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    Putin ordena envio de “forças de paz” para regiões separatistas da Ucrânia

    Decisão acontece no mesmo dia em que presidente da Rússia reconheceu a independência de Donetsk e Luhansk

    Maria KiselyovaAndrew Osbornda Reuters

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou por meio de um decreto publicado nesta terça-feira (21) que o Ministério da Defesa despache forças de paz russas para duas regiões separatistas do leste da Ucrânia.

    O movimento acontece justamente no mesmo dia em que o líder russo reconheceu a independência e a soberania das duas áreas que receberão as tropas russas: a República Popular de Donetsk e a República Popular de Luhansk.

    Putin pediu à Assembleia Federal que apoie a decisão de considerar as duas regiões como independentes e, em seguida, ratifique os tratados de amizade e assistência mútua com ambas as repúblicas.

    “E daqueles que tomaram e detêm o poder em Kiev, exigimos o fim imediato das hostilidades. Caso contrário, toda a responsabilidade pela possível continuação do derramamento de sangue será inteiramente da consciência do regime que governa o território da Ucrânia”, disse o presidente ao assinar o documento com a decisão.

    Mapa da Ucrânia
    Mapa da Ucrânia com destaque para as regiões de Donetsk e Luhansk / Foto: Reprodução/CNN Brasil

    A decisão foi criticada por países do Ocidente, que condenaram o reconhecimento e disseram que a medida seria ilegal e acabaria com as negociações de paz de longa data.

    Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca, afirmou que Biden “emitirá em breve uma ordem executiva que proibirá novos investimentos, comércio e financiamento dos EUA. pessoas para, de ou nas chamadas regiões DNR e LNR da Ucrânia”. O presidente Joe Biden também conversou por telefone com o chanceler alemão, Olaf Scholz, e com Emmanuel Macron, presidente da França.

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o ato é “uma violação flagrante do direito internacional, da integridade territorial da Ucrânia e dos acordos de Minsk” e que o bloco e seus parceiros vão “reagir com firmeza, união e determinação em solidariedade à Ucrânia”.

    O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, por sua vez, condenou o reconhecimento da independência das duas repúblicas. “Isso corrói os esforços para resolver o conflito e viola os acordos de Minsk. A Otan apoia a soberania e a integridade territorial da Ucrânia. Instamos Moscou a parar de alimentar conflitos e escolher a diplomacia”, pontuou.

    O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, disse que a Rússia violou a integridade territorial e a soberania da Ucrânia. “As Nações Unidas, de acordo com as resoluções relevantes da Assembleia Geral, continuam apoiando totalmente a soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia, dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas”, disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, em comunicado.

    *Com informações de Tiago Tortella e Mariana Catacci, da CNN