Rubens Barbosa: Diplomata dos EUA reflete o pensamento do governo Biden

Para o Especialista CNN, Elizabeth Bagley – indicada para ser embaixadora no Brasil – foi enfática ao defender as instituições brasileiras durante sabatina no Senado norte-americano

Henrique Andradeda CNN

São Paulo

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A diplomata Elizabeth Bagley, indicada pelo presidente Joe Biden para ser embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, participou, na quarta-feira (18), de uma sabatina no Senado norte-americano sobre o cargo que deve ocupar em Brasília.

Questionada sobre as declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL) relacionadas à confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro, Bagley afirmou que acredita na democracia e nas eleições do país.

Para o ex-embaixador Rubens Barbosa, Especialista CNN, a diplomata “foi realista”. “Ela foi muito objetiva em defender as instituições brasileiras, o fortalecimento destas, e como isso vai gerar a possibilidade de eleições justas”, avaliou Barbosa.

Em resposta ao senador democrata Bob Menendez, Bagley declarou que “Bolsonaro disse muitas coisas, mas, basicamente, o Brasil tem sido uma democracia, tem instituições democráticas, um sistema eleitoral democrático, um Judiciário independente, uma legislatura independente e liberdade de expressão”.

“Eles têm todas as instituições democráticas de que precisam para ter uma eleição livre e justa”, disse a diplomata, indicada ao cargo em janeiro deste ano.

Para o Especialista CNN, Bagley “reflete o pensamento do governo Biden”. “Ela fez referência às falas do presidente, que nós conhecemos bem […] Os recados que vieram de diversos níveis foram confirmados por ela agora na comissão. Em termos diplomáticos, é impossível ser mais enfático”, afirma,

Barbosa afirma que a “grande preocupação dos EUA  é que as afirmações do presidente [Bolsonaro] levem a uma intervenção militar”.

Entretanto, ele avalia que as falas de Bagley podem repercutir na relação entre os governos. “Os governos americanos e brasileiro têm conversado sobre a Cúpula das Américas, marcada para 4 de julho. Bolsonaro não está querendo ir, e essas declarações podem tornar ainda mais difícil a decisão do presidente”, diz Barbosa.

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